Ela, a aparição de carne e luz,
Um vento que queima a memória,
Ao seu corpo o silêncio se reduz,
A forma pura, a alma e sua história.
Mistério que se despe sem ter fim,
Na sua pele, um rastro de pureza,
Uma rosa que floresce só no sim,
Ídolo de si, em sua nudez, certeza.
Não é o gesto, mas a aura que fica,
Onde a carne se torna pensamento,
Sua imagem em nós se solidifica,
Livre da dor, só ouro e momento.
Como a lua que se entrega à onda,
Pamela, a essência do desejo vasto,
No espelho d'alma a imagem ronda,
Toda verdade no seu ser sem rasto.
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