A flor que desabrocha na colina,
O astro que governa o mar profundo,
Seguem o rastro da vontade divina
Que tece a luz e o coração do mundo.
Se o sopro do Eterno se calasse,
O brilho da alma logo se findaria;
Não haveria espelho que mostrasse
Onde a beleza o seu traço manteria.
Pois na matéria vã, que o tempo consome,
A vida é sombra, frio e abandono;
Perdemos o sentido e o próprio nome,
Se nos falta a graça em seu alto trono.
Ergue o olhar da poeira e do lodo,
Busca a harmonia que o céu nos compôs;
Neste silêncio que abraça o ser todo,
Sem Deus nada somos, antes ou após.
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