Pétalas de Fogo
Corujas belas do sol,
Garras de âmbar no meio-dia;
Olhos de cobre fixos
No silêncio do trigo.
Ouro sobre o granito,
A luz não treme nem canta;
Estátuas de penas secas,
Vigilantes do calor.
Visão de metal fundido,
O bico corta o ar denso;
Esculturas de fogo parado
Contra o azul estéril.
Um relâmpago de gesso,
A sombra morre no asfalto;
Voo de luz pesada,
E o tempo se faz mineral.
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