A Geometria do "Nós"
Não busco o mundo, busco a tua ideia,
Para além das muralhas do céu espesso;
Onde a luz no teu vulto se semeia,
E o tempo esquece o seu próprio começo.
Neste espaço sem voz, onde te invento,
Sob os claros ventos da lua nua,
Resta apenas o sopro do momento,
E a minha alma que na tua flutua.
Não te quero de carne ou de vaidade,
Quero o que em ti é sombra e é labirinto;
Essa nudez que é pura claridade,
No silêncio de tudo o que eu sinto.
Que caia o mundo e o seu ruído vão,
Pois neste exílio de azul e de espanto,
Basta o toque invisível da tua mão,
Para que o nada se torne o meu canto.
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