a estrela cortada em quartos
sobre o cavalo de metal:
magoa, do amor sereno,
perdeu-se na água do sal
cavalgou para onde tal luar
entre sombras de limoeiros,
levando o eco do cantar
de mil fantasmas forasteiros.
essa dor sem sofrimento
que a noite abre como flor
sob o peso do momento
que apaga o rastro do amor
e esse gemido de mar
que a areia guarda no peito
deixa o sonho navegar
num silêncio muito estreito
magoa, do amor sereno
cavalgou para onde luar
essa dor sem sofrimento
e esse gemido de mar!
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