terça-feira, 19 de maio de 2026

O Verbo das Formas Escuras


Ó formas de ébano, estátuas esculpidas,

Na mística expressão de um traço mudo,

Máscaras divinais, além de tudo,

Pelas mãos ancestrais bem cinzeladas, vidas!


Vêm do fundo das selvas esquecidas,

No negrume do tempo, no veludo,

Trazer o espasmo do invisível, rudo,

Nas feições altaneiras e sagradas.


Há nos olhos vazios um mistério,

Um fulgor de astros, um silêncio grave,

Que evoca o rito de um xamã sidéreo...


E a alma, que chora na agonia leve,

Sente o sopro sagrado, o canto suave,

Dessa beleza que a matéria eleva!

Nenhum comentário:

Postar um comentário