No leito de sudores e de linfa,
A fêmea abre as mucosas rubras, quentes,
E duas travestis, morenas, vívidas serpentes,
Enlaçam-na em espasmos de carnificina.
Seios túmidos roçam tetas túrgidas,
Enquanto falos grossos, veias latejantes,
Rasgam o útero em gozos agonizantes,
Misturando espermas e humores infundidos.
Ó química lasciva da matéria em fogo!
Clitóris inchado, ânus que se entrega e morde,
Três corpos putrescíveis num só vórtice de gozo.
Ali, a vida e a morte copulam sem pudor,
E o sêmen negro escorre como lodo antigo
No ventre que devora e é devorado, enfim, senhor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário