Não mais a linha fluida, a curva blanda,
Que a natureza espalha no horizonte;
Nem o contorno ideal que a musa manda,
Na transparência límpida da fonte.
Essas mãos, que o cinzel do gênio guia,
Buscam a força na rudeza esquiva:
Trassam o espaço em rude geometria,
Partem o mundo na matéria viva!
Olham o objeto por mil lados feitos,
Prendem o tempo em planos desiguais,
E em ângulos violentos, imperfeitos,
Criam verdades muito mais reais.
Mãos de artífice audaz, que em traço duro,
Rompendo os moldes do passado antigo,
Gravem na tela a forma do futuro!
Nenhum comentário:
Postar um comentário