Elogio a Elisa
Ó Elisa, que o véu do pecado veste Com graça tal que a carne se faz arte, Teu dorso altivo, em curva que não cansa, Ergue-se em glória, pretuberante, forte.
Bundão soberbo, império da volúpia, Que o olhar do mundo prende e subjulga, Redondo astro que a noite torna dia, E faz o santo perder toda a fé antiga.
E mais abaixo, onde o prazer se esconde, Teu cuzinho inchado, rubro, vivo, Qual botão de rosa após tormento infindo,
Pulsando chama que ao desejo responde, Convida o ousado a um banquete lascivo Onde o vício é nobre e o gozo, sem fim.
Assim, entre suspiros e gemidos, Reina Elisa, rainha dos sentidos.
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