No shopping, antro de luzes mercantis e ar condicionado, arrasta-se a turba imunda, a horda de cérebros ocos, espécie de símio em chinelo, com cartão de crédito na mão, vindo sugar o sebo alheio no balcão do McDonald’s.
Ó protoplasma ignaro, gelatina de hormônios e hambúrguer! Tu que berra com a atendente por causa de uma batata fria, tu, cujo crânio é urna rasa onde boiam dois neurônios em sopa de gordura trans e ideologia de Instagram.
Teu verbo é cuspe, tua ira é flatulência de intestino burguês, exiges respeito enquanto tua alma fede a fritura barata. Animal de shopping center, bípede sem metafísica, escravo feliz do neon, capacho da marca globalizada.
Que a maionese te afogue, ó aborto da evolução tardia! Que o refrigerante te encha as veias de açúcar e estupidez, e que, um dia, no meio do “quero reclamar”, teu coraçãozinho estoure como um nugget podre dentro do peito oco.
Assim caminha a raça: do berço ao caixa, do caixa ao túmulo, comendo, gritando, consumindo, sem nunca haver pensado uma só vez.
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