segunda-feira, 18 de maio de 2026

Majestade Preta

 Ó Formas alvas, brancas, Formas claras...

Aqui vos deixo, em vosso vácuo imenso!

Canto a Noite de sombras raras, raras,

Onde o Mistério queima o próprio incenso.


Ó Cor das cores, Majestade Preta!

Abismo augusto de infinitas dores,

Que trazes na opulência de um planeta

Os mais profundos, fúlgidos fulgores.


No ébano sacro dessa noite escura,

Flutua a alma lívida, intangível,

Liberta da matéria e da tortura,

Subindo ao Astral, no espasmo mais terrível...

Soberana da Dor, Noturna Estrela,

A Noite é a Luz — e como é santo vê-la!

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