Do Ganges sagrado, onde a névoa se adensa,
Brota a voz dos Vedas, em hinos de luz,
Onde a alma do mundo, infinita e imensa,
Ao ser absoluto o mortal conduz.
Ressoam os mantras na esfera suspensa,
Na busca da essência que tudo produz;
É o sopro do Brahma, que o cosmos compensa,
A chama sutil que no peito reluz.
E além do deserto, na areia que queima,
O Verbo do Islã se faz lei e canção,
Na voz do Profeta que escuta e não teima.
Do Livro Sagrado ressoa a lição:
Que a mesma Verdade que o védico aclama,
É o Deus do Alcorão que a justiça proclama.
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