A Morena Misteriosa
Nos salões do desejo, onde a luz é escassa, Surge uma morena de mistério envolto, Olhar que queima e ao mesmo tempo passa Como quem sabe o preço de ser revolto.
Elisa, ó sombra de feitiço lento, Pele de bronze que a cobiça acende, Corpo que dança no compasso do vento E faz o tempo parar, se assim pretende.
Seus quadris são impérios de volúpia, Arcos perfeitos que a razão desarma, Onde o pecado veste seda e cópia
De um prazer antigo, sem lei e sem carma. Na curva audaz da sua forma inteira, Reina, serena, a morena verdadeira.
Assim, entre o véu e a nudez mais franca, Ela domina quem a mira e a arranca.
Nenhum comentário:
Postar um comentário