segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Morena Misteriosa

 A Morena Misteriosa


Nos salões do desejo, onde a luz é escassa, Surge uma morena de mistério envolto, Olhar que queima e ao mesmo tempo passa Como quem sabe o preço de ser revolto.

Elisa, ó sombra de feitiço lento, Pele de bronze que a cobiça acende, Corpo que dança no compasso do vento E faz o tempo parar, se assim pretende.

Seus quadris são impérios de volúpia, Arcos perfeitos que a razão desarma, Onde o pecado veste seda e cópia

De um prazer antigo, sem lei e sem carma. Na curva audaz da sua forma inteira, Reina, serena, a morena verdadeira.

Assim, entre o véu e a nudez mais franca, Ela domina quem a mira e a arranca.

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