Na penumbra quente onde o desejo se condensa, Sasha, travesti de boca infernal e divina, ajoelhou-se como sacerdotisa da intensa luxúria negra que a carne humana ilumina.
Seus lábios vermelhos, úmidos de sombra e mel, envolveram meu pau latejante e soberano, descendo devagar, num ritual cruel e fiel, engolindo a carne até o abismo mais profano.
Língua de fogo e veludo que serpenteia, chupando com fome ancestral, sem pudor nem limite, olhos semicerrados na volúpia que incendeia, enquanto o mundo inteiro se reduzia ao seu grito.
Ó boca sagrada de deusa e de demônio, que suga a alma junto com o sangue que pulsa, subindo e descendo no cetro de meu império, levando-me ao limiar da morte e da luz.
Não avisei. O espasmo veio como raio cego, e explodi em golfadas grossas, quentes, brancas, litros de porra astral jorrando sem freio, inundando sua garganta em enchente de lava.
Ela engasgou, surpresa, olhos abertos no escuro, mas bebeu o luar denso que eu lhe oferecia, algumas gotas brancas escorrendo do canto impuro, como estrelas líquidas na noite mais sombria.
Ó boa chupada, ó sacramento secreto, onde o prazer se faz dor e a dor se faz deleite, na boca de uma travesti que tudo aceita e transforma meu gozo em mistério e deleite.
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