Sob a vertigem líquida da chuva,
Na esquina escura onde o asfalto sangra,
A boca humana, em paroxismo, gangra
E o desejo sem peias desmuda.
Sorvo o membro da ninfa hipertrofiada,
Deusa de espasmo e de matéria estranha,
Que a noite gélida e chuvosa banha,
Na solidão da rua abandonada.
O sêmen morno que a uretra verte,
No lodo urbano que a ilusão perverte,
É o sumo bruto de um clarão maldito...
E entre o escarro da chuva e o frio tétrico,
A carne atinge o seu limite métrico,
Chupando a vida frente ao Infinito!
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