Na turva Angústia desta Carne aflita,
Ruge o Desejo em sôfregos clamores.
A Alma, em tortura, busca e necessita
Vários altares de profanos palores.
Vozes de ninfas, formas de hermafrodita,
Em pálidas alvuras e esplendores...
O ser anseia a fúria que palpita
Em mil vasos de lodo e de amargores.
Verter o fluido, o lácteo sacramento,
No abismo oculto de cada tormento,
Saciando o Tédio que na sombra atua...
E em cada espasmo de mistério e espuma,
Multiplicar a Essência entre a bruma,
Onde a carne mais vil se transfigura.
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