Rasga-se a velha forma fenotípica!
A carne, em sua audácia soberana,
Subverte a velha lei anatômica humana
Numa explosão de estética atípica.
Na tela, a nova vanguarda erótica e mística
Grita a matéria livre, que profana
O dogma estrito da ilusão cristã
E a rigidez da antiga biofísica.
Não há mais o segredo ou o escarro oculto:
O corpo trans ergue-se em pleno culto,
Belo, explícito, em luz de alta voltagem!
Vence o fetiche a força do neurônio,
E o prazer moderno, livre de demônio,
Grava na carne a sua própria imagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário