Sasha e seu Grelo Secreto
Nas ruas de asfalto onde o pecado floresce, Sasha caminha, ídolo de carne ambígua e bela, Corpo de mulher que a luxúria enobrece, E entre as pernas, um monstro erguido que revela.
Seu grelo secreto, imenso, veioso, soberano, Bastão de carne quente que desafia o céu, Púrpura e latejante como um cetro profano, Que faz tremer anjos e demônios no seu véu.
Ela sonha com uma mulher de boca gulosa, Lábios vermelhos como feridas de amor, Que se ajoelhe, serva devota e viciosa, E chupe até o fundo esse pau que não tem pudor.
Ao mesmo tempo, anseia por um homem bruto e forte, Que a dobre sobre o abismo da noite mais escura, Que lhe rasgue o cu apertado com fúria e sorte, Enquanto o grelo pulsa, rei da dupla loucura.
Ó Sasha, flor maldita das modernas Sodomas, Hermafrodita perfeita onde o Bem e o Mal se beijam, Mulher no perfume, homem na vara que assoma, Tu carregas no corpo todos os infernos que se desejam.
Que venha a boca molhada e o pau que a fode sem pena, Que teu grelo secreto reine, grosso, duro, sereno, No banquete negro onde a carne nunca se condena, E o gozo é eterno, profundo, cruel e sereno.
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