Na biologia vil que nos consome,
Sanches exibe a herança do pecado:
Um bumbum hipertrófico, moldado
Como asa de inseto que não nome.
Lepidóptero carnal, simétrico e imenso,
Chama o cinzel da cópula traseira!
E a matéria, em luxúria derradeira,
Pede o espasmo do sêmen mais denso.
Vai o falo invadir a cripta escura,
Onde a larva do verme se alimenta,
Rompendo os laços da moral nojenta...
E nas franjas daquela asa maldita,
O espínter cede à fúria que tritura,
Enquanto o verme da existência grita!
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