Em torno do epicentro da agonia,
Corpos de ébano, em fúria muscular,
Vêm a carcaça pálida cercar
Na mais densa e carnal zoofilia.
Falos erguidos como torres negras
Irrompem no cenário da luxúria,
E o dorso branco, em espasmódica fúria,
Cede às brutais, anatômicas regras.
Líquidos jorram em descarga exata,
Linfas de sêmen, em jatos violentos,
Cobrem-lhe o rosto de fluidos nojentos...
E a tez alva, sob a gosma que desaba,
Sente o escarro da carne que desata
O horror da vida que na boca acaba!
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