sábado, 16 de maio de 2026

A Alvura no Caos da Matéria


Em torno do epicentro da agonia,

Corpos de ébano, em fúria muscular,

Vêm a carcaça pálida cercar

Na mais densa e carnal zoofilia.


Falos erguidos como torres negras

Irrompem no cenário da luxúria,

E o dorso branco, em espasmódica fúria,

Cede às brutais, anatômicas regras.


Líquidos jorram em descarga exata,

Linfas de sêmen, em jatos violentos,

Cobrem-lhe o rosto de fluidos nojentos...


E a tez alva, sob a gosma que desaba,

Sente o escarro da carne que desata

O horror da vida que na boca acaba!

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