segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Sinergia do Absoluto

 Nas entranhas do Cosmos, onde a ideia estagna,

Eu vejo a Índia — panteísta e mística —,

Bebendo o Ganges numa ânsia estatística,

Enquanto a carne em podridão se magna.


Lá, o Nirvana o sofrimento aplaca,

E a alma, liberta da matéria imunda,

Abisma-se na noite mais profunda,

Onde a ilusão do Maya se esfiapa.


E além, no Extremo, em clausura búdica,

O Japão se recolhe, mudo e esconso,

Numa ascese silente, quase lúdica,


Fechado ao cancro que o Ocidente inflama...

Dois polos de mistério, onde o mofado sonso

Do homem se esvai na palidez do Bramã!

Nenhum comentário:

Postar um comentário