Às máscaras negras, místicas, soturnas,
Que o Ouro do Mistério unge e consagra,
Vão procissões de sombras taciturnas
Sob luas de marfim, febris de lágra.
Têm nos olhos o abismo que se amarga
Nos velhos deuses rútilos da Noite;
E uma volúpia bárbara se alarga
Na selva astral de cada estranho açoite.
Máscaras! máscaras! litúrgicas feras,
Feitas de sonho, ébano e segredo,
Cheias de sóis e chagas funerárias...
Guardais nas bocas mudas e severas
Todo o clarim do Cósmico Degredo
E as nostalgias místicas dos párias.
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