terça-feira, 19 de maio de 2026

O Império do Nada / O Espectro da Monera Cósmica


Viste, Schopenhauer, na medula fria

Desta matéria orgânica e maldita,

A Vontade cega que o orbe agita

E em cada verme a dor multiplica.


Se o próprio satanás, na sua orgia

De treva e podridão que o peito habita,

O Céu governasse, a luz bendita

Nesta mesma miséria se fundiria!


O mundo é o escarro de um deus decadente,

Onde a carne chora a sinapse doente

E o átomo escraviza a humana ilusão.


Nenhum consolo resta ao triste vivente:

Somos a larva que rasteja impotente

No trono negro da destruição.








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