Vamos dia: arrebente meu peito,
ilumine sol meus olhos com tua luz
me transforme em vida concisa
me deixa perdido nessa ilha chamada vida.
Quero ar que me mova para lugares gélados.
Quero sentir o vento da alegria e não do tormento.
Quero um gole de contentamento. Venha me levar Sr. Vento!
O dia entrou como uma gota de orvalho nas costas de um sapo.
Eu estou feliz, o céu está mais azul do que ontem.
Não há nuvens, a não ser um branco que pinta alguns lados
desse pequeno espaço.
Vamos dia: lá fora dois abutres voam como helicópteros
em circúlo (sem nenhum ritmo).
Arrebente meu peito luz, de alegria momêntanea
de chama que cresça como raíz de árvore
para que eu diga: Sou da natureza, sou o orvalho e deslizo por
entre o corpo dela.
E quem derá ter ela.
E lá fora o verde corta cada lado da respiração
e quanta chama, quanta luz na canção
desde o fundo do coração
é chama sem razão: e eu te miro na distância
Ó luz de aliança.
A cidade está como está: é pequena
mesmo assim quer se levantar.
Os ruídos atrapalham, a mulher molha a calçada
e as araras estão conversando (se questionando?).
O que terá na alma de cada uma dessas pessoas?
Elas estão mortas ou eu estarei morto?
Essa cidade é linda com seu verde,
mais que verde inconsequente.
Por favor, eu preciso de gente que saiba a onde ir,
eu não sei a onde ir, eu preciso acompanhar
alguns olhos e alguns passos.
Mas há tanto espaço aberto ,
tanto verde se mistura a tanta imundice
e ninguém me disse:"VOCÊ NÃO EXISTE!".
G.A.L
A barata caminhava. Para onde ela ia, eu não sei te responder. Fiquei em dúvida em odiar esse bicho ou gostar dele, e passei a observá-lo, andando com aquelas patinhas pequeninas no chão de minha casa. Mamãe lá fora; o cachorro latia para alguma coisa (talvez para algum elfo escondido em meu jardim); papai trabalhava e meus irmão estavam na escola. E eu aqui, simplesmente parada, olhando um bichinho..... um animal repulsivo para nós meninas de 12 anos: uma barata. Um animalzinho sem rumo, com uma cor nojenta. Eu pensei no começo: " vou pisar nesse insetinho, e ele vai morrer. Que importância esse bicho tem aqui para a minha casa?". Depois de uma reflexão, a casa virou quintal, o quintal virou cidade, a cidade virou província, a provincia virou país, o país virou continente, o continente virou planeta, o planeta virou universo, o universo virou o além..... O que essa baratinha tem haver com isso? Porque ela está aqui? Refleti e de repente pensei um pouco: porque eu estou aqui?
Olhei a baratinha passar a um bando de formigas. Ela parou, como se estivesse conversando com elas, mas não. Pisquei e lá estava a barata voando, uns dois metros de onde ela estava. Inacréditavel.... talvez uma daquelas formigas vissem aquilo e inventesse um avião para elas voarem. Em outras palavras ela seria uma formiguinha "Santos Dumont". Mas a baratinha não estava nem aí para os meus pensamentos ou para os pensamentos das formiguinhas, simplesmente abrira suas asas e fora para o outro lado, perto da porta de casa. A baratinha ficou imóvel e ficou análisando alguma coisa. O que seria? O que ela análisaria? O que um bicho daqueles iria análisar em minha casa? A sua existência? Mas quá, pobre é nossa existência e nem eu mesmo sei o que é isso. Parei e fiquei olhando a baratinha, quando mamãe voltou e deu conta do animalzinho e PUFF. A baratinha se deitou de lado (eu sabia e mamãe não, que ela não estava morta), e mamãe continou a andar para o quarto atarefada, nem sei do que. O cachorro latia e eu olhava a baratinha, sem saber o que fazer..... sem saber o que pensar....
O céu negro escurecido mistura-se ao lamento
das palavras, e o dia novamente se acaba.
Só o silêncio,
só o momento,
o momento de se criar uma anáfora,
uma melodia doce de amor
(tão distante amor!).
Quantas coisas não ditas,
simplesmente sentidas
entre-abertas numa canção.
A lua não está no negrume estrelar
falta teu sorriso aqui para me alimentar,
o desértico eu desabafa se contráriando
("estará realmente se lamentando?)
e eu realmente te amo.
O verde me cobre
mais não me sufoca.
Não me importa as
horas, lá longe a
tempestade está
vindo e eu me adentro
no terreno (ao meu lado o meu cachorro).
Aqui eu não sou eu,
me divido, não sei
me definir entre essas
árvores, que estão, umas
ás umas, divididas em sí,
cada qual acompanhadas
uma das outras.
As três folhas em minhas mãos:
duas grandes, vermelhas
uma pequena, também
avermelhada (quantas
folhas jogadas).
Talvez eu fuja, mas essas
folhas não fogem, não podem
estão presas em sua tarefa de serem folhas,
e eu fujo de alguma coisa
e estou entre jaqueiras formosas
(algumas são feias, outras dúvidosas).
Será mesmo possível
viver na alegria constante
tendo que olhar essas folhas
que tristemente coloquei
(misturadas com as penas de rolinhas)
no lixo?
O que vai na cabeça deles? Acaso, um camaleão
camuflado em idéias perigosas e tristes?
Sim, é preciso seguir por entre o oceano
navegar, navegar, navegar para se encontrar.
Mas fugir do que e para quê?
Não haverá nesse pensamentos um medo,
um medo de se encontrar e não se ver encontrado?
Me tirem essas amarras, deixem que eu seja
o poeta do silêncio e não o poeta silênciado.
O que vai na cabeça deles? Não são idéias, decerto,
e sim carrapatos que se grudam no vínculo da política.
E aqui é uma longa precisão de palavras,
envoltas em consolo próprio.
O que vai na cabeça deles?
Não saberei... mais não é por isso que me matarei!
In the moon
you is my
illumination.
Yes.
You is my world
in house phone
sorry, i not
love deep
you eyes beautiful.
Sorry, you me sorry?
In the moon
you is my illuminattion.
Thanks. I love you.
New poem in english
(novo poema em inglês).
Adamantina, 06/07/2012