segunda-feira, 23 de novembro de 2015

um poema

Quero fazer um poema
que não seja bem um poema
não que entre em dilema
quero fazer algo que seja
mais do que um poema

Teria a forma de um poema
mais seria um pequeno lema
seria mais do que um poema
mais não teria, infelizmente, 

nenhum tema

mais como seria esse poema?
nasceria de algum tema? qual
seria o meu lema? não nasceu
tal poema: sobrou esse. 

Quem quiser gostar
                                          que goste...

sábado, 21 de novembro de 2015

silêncio...

Os teus olhos de por-do-sol
me contemplaram dentro

da noite silenciosa das águas
do oceano vermelho das

nuvens brancas do dia...

Era o amor que brilhava
como tocha viva em sua ardente
boca e em tua nudez de mulher...

Nudez eterna da amada desejada
como a nudez do relâmpago e do sol

Ó auroras angelicais, ó celestial musa que 
preenchem o infinito...

Olhai para a minha amiga como quem olha
para os mais belos lírios no exílio do campo.


(só isso e mais nada me resta para
te entregar).
(foto: ilustrativa)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sonneto da avermelhada estrela


Seu sorriso é o enigma
do dia. Eu sei, minha donzela,
a noite estrelada
Descansa em seus lábios...

Eu só posso vê-la iluminada de
Rima e luz nos meus
sonhos místicos. As lágrimas
Do amor me cobriu como as mãos do E'terno.

Eu sei, minha donzela, 
o tempo ea vida estão em outras mãos 
que não as minhas.

Pulsa e bate o coração de um poeta 
Na noite profunda
Surge a harpa sagrada da melodia

que

inspira seu misterioso sorriso
na canção da mensagem angelical ...


A mensagem do tigre

O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha ... (Gênesis 2:25). 

                    

                *
Sonhei com o seu sorriso
    iluminando-me da
        escuridão.

      Ó rosa rubra
   eras a fonte do
                próprio destino do
                               amor.


Naquele sonho
eu nada mais era
do que o próprio
Adão.

Confuso
vagava entre
seres inomináveis
da minha recém-despertada
imaginação.

         Não estavas lá,
                     é claro.


Apenas o Silêncio
e a Eternidade Suprema
me acompanhava.


Até que um jorro de luz
delirou-me e adormeci.
E mesmo sentindo dores
despertei


e vi sua silhueta ardente como
uma estrela
reluzindo
entre as flores
mais belas do campo.


E tu,                 cheia de amor, 


                                                  [Iluminou-me
                                            os olhos para sempre...


(foto: ilustrativa)



SONETO IV

A casa é a manhã onde
o amor e a aurora de tua
boca de espuma marinha
descansa do vento da vida.

Não há outro mar  se não o
mar negro dos teus belos olhos.
Não há espuma mais pura e doce
fora da espuma dos teus lábios de macieira.

Durmo e sonho todo o dia
com o rio suave de sua
voz de estrela adormecida.

E para tuas mãos dou-te as
rimas da minha melodia
nesse amor puro e cheio de ousadia.
(foto: ilustrativa)