Aos teus braços que o silêncio não toca
eu busco o amor que o sal do seu corpo me oferece
e busca nesse amar o segredo comunicável da chama do amor
que se misturam as tochas verdes dos seus olhos de erva.
Erva brusca da paixão que é a sua pele sedosa. Não se afaste
de mim nem por um instante. Quero que seu corpo molhado
vague em minha paixão como se fosse um trem na neve
sem rumo certo e sem estadia certa: e você é minha direção correta.
E o correto desse amor que o silêncio não toca
Toca bruscamente a paixão que salta da boca
e se firma num beijo doce e suave com gosto de mel e pão.
Pão que meus lábios tem, e que se misturam ao mel de tua boca
Doce, suave, firme e amante e vibrante:
esse amor que nos eleva como trovoada: Te amo ó minha amada.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Amar o perdido
Amar o perdido
é também amar o esquecido.
Buscar a estrela próxima
é o sentido exato
de quem está
verdadeiramente
apaixonado.
Se entregar numa paixão
se machuca o coração
não é paixão. É uma coisa
estranha,
que deixa machucado.
O que une o amor distante
é o amor constante.
A estrela esquecida
mesmo quando perdida
ela não está sozinha. Desabafar
não é se quietar. Buscar um novo caminho
é o amor definido e vivo.
Esse é o amor verdadeiro.
O que está dentro e fora
mas mesmo assim não se esfria:
amor é uma estrela
uma luz guia.
é também amar o esquecido.
Buscar a estrela próxima
é o sentido exato
de quem está
verdadeiramente
apaixonado.
Se entregar numa paixão
se machuca o coração
não é paixão. É uma coisa
estranha,
que deixa machucado.
O que une o amor distante
é o amor constante.
A estrela esquecida
mesmo quando perdida
ela não está sozinha. Desabafar
não é se quietar. Buscar um novo caminho
é o amor definido e vivo.
Esse é o amor verdadeiro.
O que está dentro e fora
mas mesmo assim não se esfria:
amor é uma estrela
uma luz guia.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Vida... vida
Vida... vida...
que faço sem ela?
Não me dê solução
mas que a pena da dor
não pingue na folha do meu amor.
Mais porque nessa hora
tão fria e tão gelada
a voz dela soa como
um recado
distante?
Para me salva ou para me machucar?
Vida... vida...
tantas coisas para se saber
e se aprender. Quero apenas compreender.
Não é coisa complicada
assim como a chuva é molhada
(como a boquinha dela também é).
Vida... vida...
que faço
sem ela do meu lado?
Sem ela me esquentando num abraço?
Não quero sofrer assim sem ela
me perdoem
sei que é uma coisa tão difícil de se explicar...
Que posso fazer além de suspirar? Isso é o que eu chamo de
Forte, vivo e puro amar. Que só com ela vou decifrar
que faço sem ela?
Não me dê solução
mas que a pena da dor
não pingue na folha do meu amor.
Mais porque nessa hora
tão fria e tão gelada
a voz dela soa como
um recado
distante?
Para me salva ou para me machucar?
Vida... vida...
tantas coisas para se saber
e se aprender. Quero apenas compreender.
Não é coisa complicada
assim como a chuva é molhada
(como a boquinha dela também é).
Vida... vida...
que faço
sem ela do meu lado?
Sem ela me esquentando num abraço?
Não quero sofrer assim sem ela
me perdoem
sei que é uma coisa tão difícil de se explicar...
Que posso fazer além de suspirar? Isso é o que eu chamo de
Forte, vivo e puro amar. Que só com ela vou decifrar
Como uma rocha
Como uma rocha por dentro
Nem fria nem quente: nunca se
estará contente. E se cria uma
ambigüidade fatal: a pedra é um poema central.
Que foge como a contenção errada.
E se baseia em um novo ritmo
(negado, após outro rítmo ressuscitado).
E a palavra torna-se uma contentação
(ou uma elaboração?).
Engana-se no uso da palavra errada
errôneamente semente é contente serpente vente.
Como não saber o risco de cair
Num buraco tão profundoroso.
Buscando e não se encontrando.
Como uma rocha por dentro se revela
Jamais como diamante e nunca como cristal
apenas como uma rocha: dura, firme e essencial.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Álcool
E antes de mais nada
é preciso eu me afogar em você
minha queridinha
minha lindinha
minha menininha... esquecer desse monte de merda
merda em francês
eu já disse mil até
pra poder rimar com você.
VocÊ não vai me abandonar
vai?
Você não vai me deixar
como ela fez vai? Minha boa menininha
chega bem quietinha
atravessa minha garganta
pra me amparar
eu só queria cantar e gritar
mais quem vai escutar? E o riso dessas merdas
me deixa a voa sem rumo... sem rumo...
Mais eu bebo e bebo
e com você o outro lado vejo
(ou esqueço?)
é preciso eu me afogar em você
minha queridinha
minha lindinha
minha menininha... esquecer desse monte de merda
merda em francês
eu já disse mil até
pra poder rimar com você.
VocÊ não vai me abandonar
vai?
Você não vai me deixar
como ela fez vai? Minha boa menininha
chega bem quietinha
atravessa minha garganta
pra me amparar
eu só queria cantar e gritar
mais quem vai escutar? E o riso dessas merdas
me deixa a voa sem rumo... sem rumo...
Mais eu bebo e bebo
e com você o outro lado vejo
(ou esqueço?)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Improvisar
Rindo como um sujeito
atravessando como um olhar
sentindo o fogo no lado esquerdo
o sangue não brota
simplesmente está
a jorrar. Jorra longe
levando o vermelho
do sangue puro do ser cortado
que chega aparecer mistério: sangue no chão
jorrado. Mais ou menos assim
me sinto
no momento desse escrever: vidro a vidro, bala a bala
não tenho mais nada que me conter.
Um sujeito que parece um martelo
atravesso os lados sem nada olhar.
Não vejo um rio, não vejo mar, só vejo nuvens a passar.
Devo me encantar? Devo me arriscar a me sentimentar?
Isso é o que me pergunto pouco a pouco
construíndo meu valo (que não existe e nem existirá).
Encontro na mão os olhos perdidos.
Não quero acabar meu cantar apenas para rimar com amar.
Isso talvez, alguns não entenderão (já não entendem quase nada)
por isso levo a canção feito vento
ou feito rajada intencionada.
E minha intenção é levar o meu ritmo
cortante, profundo
mais nesse corte
que ele esteja com total clareza
e acompanha o sangue que jorre: igual a correnteza que leve
levando, banhando, sonhando... enfim: tudo é real. Até a cor viva do jasmin.
Sendo assim posso não me preocupar nessas coisas
mais seria inabitável esse lugar: rocha ou pedra
ou deserto e mar. Isso eu tento encontrar.
Não consigo... vou improvisar
atravessando como um olhar
sentindo o fogo no lado esquerdo
o sangue não brota
simplesmente está
a jorrar. Jorra longe
levando o vermelho
do sangue puro do ser cortado
que chega aparecer mistério: sangue no chão
jorrado. Mais ou menos assim
me sinto
no momento desse escrever: vidro a vidro, bala a bala
não tenho mais nada que me conter.
Um sujeito que parece um martelo
atravesso os lados sem nada olhar.
Não vejo um rio, não vejo mar, só vejo nuvens a passar.
Devo me encantar? Devo me arriscar a me sentimentar?
Isso é o que me pergunto pouco a pouco
construíndo meu valo (que não existe e nem existirá).
Encontro na mão os olhos perdidos.
Não quero acabar meu cantar apenas para rimar com amar.
Isso talvez, alguns não entenderão (já não entendem quase nada)
por isso levo a canção feito vento
ou feito rajada intencionada.
E minha intenção é levar o meu ritmo
cortante, profundo
mais nesse corte
que ele esteja com total clareza
e acompanha o sangue que jorre: igual a correnteza que leve
levando, banhando, sonhando... enfim: tudo é real. Até a cor viva do jasmin.
Sendo assim posso não me preocupar nessas coisas
mais seria inabitável esse lugar: rocha ou pedra
ou deserto e mar. Isso eu tento encontrar.
Não consigo... vou improvisar
Só queria um momento a sós com você
Só queria um momento a sós com você.
Tocar sua pele como se eu fosse o vento suave
e ve-la tremer de felicidade e de amor.
Me dando seu calor que sobe sobre o céu
suavizando as estrelas, e esquentando meus
lábios. Da brisa que sou quando te toco e noto
o coração acelerado e apaixonado. Não me deixe
zangado na solidão... veja meu coração estendido
por você e a você. Você que é a folha
mais delicada da árvore. Você que é tronco
onde eu, raposa sem rumo, me deito e durmo feliz.
Porque em seu sorriso eu me vejo
em sua pele eu apareço
e em seus beijos eu me protejo.
Tocar sua pele como se eu fosse o vento suave
e ve-la tremer de felicidade e de amor.
Me dando seu calor que sobe sobre o céu
suavizando as estrelas, e esquentando meus
lábios. Da brisa que sou quando te toco e noto
o coração acelerado e apaixonado. Não me deixe
zangado na solidão... veja meu coração estendido
por você e a você. Você que é a folha
mais delicada da árvore. Você que é tronco
onde eu, raposa sem rumo, me deito e durmo feliz.
Porque em seu sorriso eu me vejo
em sua pele eu apareço
e em seus beijos eu me protejo.
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