domingo, 16 de abril de 2017

Meu amor é tudo isso


Meu amor é tudo isso
que você vê
MEu amor é tudo isso
por você por você
não chores mais
naquela janela ao luar
não chores mais
sou eu quem vai te amar
não precisa dizer
que vai me esquecer
pois eu amo você.
Meu amor é tudo isso
é infinito, é tã bonito
é o que sinto
Mais você faz de conta
que quer me esquecer
mais minhas palavras
vai estar com você
e você vai se lembrar
que só eu posso te amar
porque só o meu amor
pode te esquentar.
Só o meu amor...

Apaixonado


Eu estou
apaixondo
e quem diria
que seria
por você
eu não sentia
mais amor
mais você
me iluminou
com os seus
beijos
seus carinhos
foi o que eu senti
por isso estou aqui
de novo feliz
de novo com você
eu não pude te esquecer
mais você me fez reviver.

sábado, 15 de abril de 2017

Poema da tarde


A tarde pede silêncio,
a tarde que arde
a tarde tarde que
chega laranja como
estrela ou arco de flechas.

A tarde é aquele pássaro
que canta gritando seu
horrendo rock de pedra
enquanto o meu coração
de sangue e vinagre e mel
vai se lembrando dela
a mais bela das mais belas
que é a tarde nos olhos dela.

A tarde gargalha zombando
e rindo da primavera.
Tarde, tarde mansa e solitária.
Tarde solteira em tuas mãos.

A brisa que queima esse coração
é o laranja daquela tarde:
nobre tarde, tarde qualquer.


              foto: ilustrativa

Páscoa


(depois da passagem)

São muitas as lembranças da terra prometida:
o deserto imenso, sem fim, a nuvem nos levando,
as cabanas construídas, o mar aberto, o anjo da morte,
os dilemas, as ruínas destronadas dos egípcios.

Israel caminhando e cantando por cinquenta anos.
Cinquenta? Quantos anos? Quarenta? quantos dias?
Infinitos, comemorando a espessa nuvem do Eterno
os guiando de dia e a imensa nuvem de fogo os guiando de noite.

Quem é aquele povo que teve uma passagem tão boa?
Os hebreus? Os noturnos judeus? Os judeus empresários?
As pombinhas judaicas? Os olhinhos dos meus filhos?
Os meus cabelos cortados como manda os mandamentos?

Lá vamos nos comemorando a passagem: o mar se abriu.
Viva, viva, ao D'us vivo que nos conduziu. E sempre nos
libertará: porque ele reina, reinou e sempre reinará.



Poucos me ouvem


Poucos
me ouvem
porque é pouco me ouvir.

Não que o sal
seja doce nem
que o doce seja
salgado como o
mar salgado e o
mel adocicado.

Se não me ouve
as vozes do relógio
passam para o céu.


Tic-tac-tic-tac
que horas são?
Finitas infinitos...

E aquele povo não
é o povo de Sião?

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se de manhã



Se de manhã
não escuto sua voz

tenho medo de não vê-la
porque és o meu sol...

E o seu rosto de luz
que é o meu luar prateado
não aparece no céu escuro
não sei se me ponho a chorar...

chorar caracóis e lesminhas...

Se de manhã 
não sinto tuas mãos
me tocando os cabelos

nem os lábios 
teus 
de pequenina rouxinól

me desespero enquanto
te espero:

Ai, estrelinhas de caramelo!
Vem! Vem

Suas tranças



para...ela... que me apareceu e me amou... 

Suas trancinhas
tão bonitas
de nuvenzinhas
fogueirinhas

tão pretinhas
como frutinhas
amorinhas
são suas trancinhas...

Suas tranças
e você deve saber
disso e nem suspeita

que suas tranças
tão lindas
tão bonitas
coroadas de
pedrinhas

são ondinhas
que se abraçam
e que me amam

Amada: como é
bonita suas
tranças!