segunda-feira, 15 de abril de 2013

olho


sombra em percussão


haikanto

tudo passa
se não passa
que se renasça!

encha-me
de beleza:
maluco, beleza?

você está
louco? é
melhor comer
um pouco!


se o nosso
papo es'tá mal
O DIA FOI NORMAL!

a pureza
é a razão
sou todo ♥

HIPPIE VERSO


tinjo-me
romântico
sou vadio
computador!

cadêalgocadê


pequeno-morcego

pequeno-morcego
eu sou pequeno, pequeno, pequeno mais te assusto; você não tem dó de mim, quando me vê grita, e eu me lixo para o que você está dizendo. Não sou um monstro como dizem, não conheço o "drácula" que me contaram. Mais quando eu abro minhas asas e voo pela escuridão, eu vejo o asfalto desse lugar e me enjoo de solidão. O meu tamanho não é importante, certa vez o caranguejo perguntou se eu costumava a escutar o que faziam os pombos nas altas horas de madrugada. Quase tentaram me queimar, certa vez, quando adentrei um porão escuro, frioso e confortável para a minha pele de aventureiro. Eu não fumo querosene como aquele meu irmão, e ele acabou sendo queimado tristemente. Eu fujo, fujo para onde minhas asas querem me levar a fugir. Não entendo nenhum significado do mundo, e quando quero deitar-me sobre as folhas, eu mesmo busco me desviar de pesadelos. Eu juro MAMÃE, eu não sou um rato velho! Porque sou tão associado a escuridão? Ontem, por exemplo, jogaram pedra na minha pousada, e fui me defender como qualquer ser o faria. Ah, tenha dó: a minha estatura é tão normal quanto a sua, deixa de loucura. Um gafanhoto só de me ver se escondeu sobre a rocha languida sem nenhum líquen a lhe estampar a beleza. Porém não fui capaz de afrontar aquele sapo imenso. Tudo bem, se é assim que você me vê, não tem nada de anormal, mas juro que não vou transformá-lo em um ser esquisito, aliás somos quase-irmão mamíferos. Assim somos nós, talvez eu diria ao ornitorrinco. eu sou pequeno, pequeno, pequeno mais te assusto. Ah, tenha dó: eu sou um só!

domingo, 14 de abril de 2013

banho de estrelas


tuas selvagens ancas
explosivas porém silenciosas
são como rochedos imprescindíveis
abertos e distantes de si mesmos
como navios esquecidos em lugares
profundos do mar...

porém o silêncio de tua boca
não é o da paixão ou o da religião:
tu és como uma concussão esplêndida
de verde e prata, e seu rosto é
inconfundivelmente apressado
e sua voz toca aquele que apenas segue teus passos.

Dirá você, na voz suave:
_ Foste apressado e consequente!
E irei dizer-te que há corações transbordantes
E suores se unindo em fogo e chama
Enquanto uma estrela brilha no espaço
Dizemos tu eu amor meu: Tu me amas?