quarta-feira, 2 de maio de 2012

Camarada de caminhos sem fim

Camarada de caminhos sem fim
de alegria, firmeza e firmamento
o que fazemos amigo, irmão, nós dois
poeta lúcido e pertinente e você
camarada tão sorridente?

Além da alegria de sermos 
companheiros de fé e de igualdade
no pé da guerra (quantas guerras
travaremos e não esqueceremos?)

Amigo sou. Poeta (talvez pouco)
mais não me envolvo em dizer-te
que a amizade é significado: não há outra

restrição. Amigo é essa minha opinião.
Aceite-a ou não. Eis a razão
para que não reine a solidão no coração

terça-feira, 1 de maio de 2012

Curva perfeita

Curva perfeita
do amor perfeito
luz intensa
luz do momento

quanto tormento seria
e não te tenho
pra me abraçar;

Fique comigo um pouco
no pensamento
não saia daqui: sinta o nosso momento

eu te direi
que aprenderei
não te esqueci.

Não te esqueci
não te esquecerei
vamos tentar mais uma vez?

Curva perfeita
do amor perfeito
que existe em mim.

Só ofereço minha paixão
quero que pegue meu coração
em suas mãos. Me beije então

Dia de chuva

Dia de chuva
penso em você.
Queria te-la
pra te beijar. O frio passando
vai me lembrando
o seu passar.
O arrepio
dessa paixão
é o que move meu coração
dia de chuva
em sua ausência
eu penso em você.
Dia de chuva
quero a seu lado estar
e um beijo demorado ganhar
e ver a água cair em seu pingar
e juras te amor
eterno amor
te demonstrar.



Dentro de tí vai um eu

Dentro de tí vai um eu
dentro de um eu vai um seu
e se o meu eu e o seu se unirem
surgirá o amor. Esqueça a dor meu amor....

dentro daquilo que se quer
dentro daquilo que se pode
daquilo que se tenta e procura... o não se afaste
o grito que há em todos 
o grito que o mundo quer ouvir: grito meu e seu
grito de amor.... Esqueça essa dor meu amor...

dentro de nós arde veloz
o coração em seu lugar
e um dia se encontrará
e se encontrarão: e então se amarão.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Havia e não havia


Havia e não havia
o que não havia sorria
o que havia dizia: não havia
mais enquanto havia ia
não ia. Mais havia a luz
o sol e as cores todas as cores cores amores e dores.
Do mercedes da Joplis
e não havia sequer nada
mais havia o nada que não era nada
sendo o nada o tudo do mundo profundo. Então havia
lá no funo havia. Não havendo haveria de haver
mas dizendo indo e não indo revindo indo e rindo
não indo. Havia e não havia. Ia rindo. Não vindo.
Sorrindo.

o verde do besouro


o verde do besouro
o ouro do couro
os olhos do azul
o verde vivo bambu
as listras amarelas vivas
da formiga que passa na linha
o preto do céu sem estrelas
o azul do mar que bate na areia
a areia do azul do verde do besouro
o ouro do couro 
ovo do novo. Novo. O VERDE DO NOVO. 
O besouro do ouro. O couro. O couro.

domingo, 29 de abril de 2012

Ví brilhos no espaço


Ví brilhos no espaço: eram seus olhos
a me orientar? Para onde irão me levar
se eu acaso me entregar na espuma desse amar?
Nunca vou me perdoar se me machucar.


Machucar. Eis o tigre da paixão que ninguém entende
mais é o mesmo que o puro e o consciente
o coração somente sabe que as artes do céu
guiam o espaço aberto do amor: e quem carrega o puro amor


entenderá do que digo no meu escrever.
Solitário eu vejo a luz do espaço e vou
sem rumo para toca-la: mais não posso apanha-la.


E no entanto é a paixão que se derrama em mim
e é a paixão o fruto que tem tantos sabores estranhos
do amargo ao doce. É a emoção. Me contenho então.
amor em chinês