sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Amor continental

Esse é o céu que eu não avisto
na distancia da sua lembrança.
Por isso suspiro de saudades
pensando no rouxinol de suas
lágrimas.

Suave é vê-la na celestial mansão
trajada de cores indescritíveis. 
Sua face exala a beleza passiva
das coisas duradouras do amor.
Ó fonte inesgotável de pureza,

que os lábios dela possam me
aliviar dos sofrimentos que tais
tempestades bruscas carregam.

O céu que eu vejo são os teus olhos
olhando profundamente como 
rosas angelicais para mim...

Não posso existir mais sem o teu
cheiro de orvalho e de paixão.
Companheira, deixa-me sonhar contigo:

- eu te amo, nesse infinito em que existo!
(foto: ilustrativa)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sem ti

Essa é a minha visão do universo:
caótico, sem teus lábios para me
amarem profundamente como um
rio de amor e de chama pura.
O seu nome não pode ser  dado ao 
esquecimento, mais não  consigo 
lembrar-me da melodia  das palavras 
sagradas que formam  o conjunto 
suave que se chama "TU".
 Não sei  descrever ao vento a chama
dos teus cabelos angelicais e vermelhos.
Óh celeste musa distante, diga-me qual
o teu nome, e comporei melodias suaves
para os seus ouvidos de amada recordada.
Essa é a minha visão do universo:
sem ti, tudo não passa de vazio cheios de constelações
                                                                                                           

                                                                                     [ esquecidas...
 
(imagem: ilustrativa)


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

a rosa ruiva

Não posso me esquecer dos teus olhos
pois em tua face de orvalho escorre
a luz e a chama do amor. 

Como descrever as mechas 
do fogo de vossos cabelos, 
ó dama dos cabelos vermelhos?

Não posso passar sem amar o luar
das tuas lágrimas, nem o açúcar luminoso
dos seus lábios puros como a manhã de inverno.

Por isso essa canção recorda o símbolo
dos teus olhos misteriosos.

Que cor é essa que invade a luz ardente do meu amor
se não essa cor pura que carregas em tua alma
de rosa ruiva, que arde sempre em amor....

(imagem: ilustrativa)

Uma canção

O amor: essa fonte inesgotável de luz!
                                            ...


É preciso versejar sempre ao cair da noite;
e ao surgir do dia, sempre é preciso cantar.
Lembra-te disso: não posso me desculpar
por amá-la com tal chama. 

Que sua 
 voz possa recitar esses versos.  
E que outros versos
possam surgir:          mais esses ardem.

Ardem, por que o meu amor queima
como chama de estrela (e se consome).
Lê tais versos; e lembra de mim quando
escurecer e a tempestade desaguar: 

                                                                  pois sempre irei te amar! 

(foto: ilustrativa)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"4 hai-kays, enfim..."

I                         
Criando hai-kays
para passar o tempo:
quem vai lavar a louça?

                           II
Tento descrever o mar...
Cada onda é uma lembrança!
As algas do amor é a minha
Superfície!

           III
Canto sem motivo;
o poema surge:
minha musa é o outono.

IV                  
Amo o galope da noite...
Mas sua boca ilumina
tal escuridão ventosa...



o segredo do tigre

Algumas runas, outros sonhos, outras lembranças
que não o mar, surgem nesse
reflexo imaginário da sua lembrança.
Carrego o teu nome comigo,
enquanto caminho nesse
lugar refletido de sombra
                                              e de luz.
Não posso apagar a miragem
dos teus cabelos ruivos e vermelhos.
Em outros sonhos, foste a amada ruiva.
Hoje são outros sonhos labirínticos;
                              mais os teus olhos conspiram
                              o meu amor indecifrável.
Serás a primeira e a última;
a única, a esquecida.
                               Descansarás em mim
                               e eu, simples mortal,
                               descansarei junto de teu amor!
(imagem: ilustrativa)



domingo, 8 de novembro de 2015

O apaixonado

Xadrez místico, peça perdida, sonho
esquecido no espelho da lembrança.
Objeto raro, forma infinita de aliança;
setilha composta que exponho:

Essa é a chave que abre e fecha.
Seja outono ou primavera, ou outras
matérias inexplicáveis, atrás 
de outros sonhos imemoriáveis dessa brecha.

Mesma fenda que pertence a mim 

(e não a Jerusalém, como imaginaram);  
nesse jogo de luz e sombras me puseram

para marcar esse estado decifrável a mim.

Sua face estava em meu sonho e em minha frente: 
Minha enxadrista era minha companheira. 
(foto: ilustrativa)