terça-feira, 17 de julho de 2012

SONETO


Aqui, em meu rosto; maior que meu coração
Apenas (penso!) o meu amor, a minha imensa paixão.
Aqui, em minha canção: botes tuas mãos
Cada nota viva que ecoa para o ar, é um sentimento vivo do meu
                                                                                 amar.


Te amar mais que posso, mais que devo, mais que vou...
Te amar, tomar um fôlego. E então, te re-amar.
E morrer de tanto amar, 
e te amar tanto antes de morrer.


Tudo isso amor meu, tudo isso, e eu sou teu.
Que quero além de tua boca nobre de borboleta?
Ah, tudo é tudo, sereia, areia, mulher viva e inteira.


Só te amo, te amo e não canso (fôlego) de vós te amar.
Que quero te amar eu quero. Sabeis que te amo
Sabes: maior que o meu amor apenas o meu Amor.

QuErido AmOr


QuErido AmOr: t amu
sabe? Não sabe. SEI.
TOLO SOU
SOU TOLO
mas vou seguindo
no caminho indo
PRA TE ver.
Deixei tudo
TUDO deixado em tuas mãos.
CORAÇÃO ILUDIDO
TUDO TUDO É DEIXADO NA DOR.
é que eu esqueci que você não me ama
esqueci
de me guardar
agora preciso me acostumar
a não t ter.
Tudo bem: é tudo tudo tão tudo tudo é tão
É ESTRANHO.
É pouco é MUITO é sem é sentindo que se AMA.
VoCê não me ama
Mais respeito: é o meu peito que via você
Pra te querer não posso mais nada fazer.
Estupidez
eu amei você
e me tornei
Num tolo.
Das palavras que te DEI
nada restei
Eu fui ALÉM de TUDO
mas t esquecer está difícil
é preciso aprender
a não te ter
(e eu sofri
e eu te perdi
e eu te amei
porque te amei?).

Pássaro triste


Eu levo no peito uma saudade
talvez eu seja fraco por isso


sofrer é tão difícil
mais meu coração é um pássaro triste.
O ninho já não mais existe.
É triste! 


E a saudade é maior que o orgulho
quando não se tem mais carinho.
E amo, sofro, aprendo, amo, sofro,
sofro por amar e não ser amado.


Não é escolha. Vôo de rapina 
no canto pra você: você nem vai entender!
O


peito está tão machucado.
É doído amar sem ser amado.
Mas quem sabe eu um dia serei seu?

TUDO BEM

TUDO BEM
não espere-me
aceito o nada
o vazio
de dia noite tarde
te a... que estranho destino
TUDO BEM
nada faz senti...
lindo sorriso.
TUDO BEM
parta-me no meio
desejo tua bo...
nita
companhia.
TUDO BEM
[não faz
dito
digamos bem]
um amor
assim?
Vale
QUE PENA
ANJA QUE NÃO SUSTENTA
TUDO BEM.
(choro, alegria, alegria, choro, chogria).

É que eu te amo, óh seio de maça

É que eu te amo, óh seio de maça
Because I love you, O heart of apple
Eu, eu eu: I love you.
Porque? Quê?
Na alma, fruta d" dentro
te quiero tanto. Mucho bien: love! 
VOCÊ ME AMA TAMBÉM?
É que eu te amo, óh seio de maça
e
Vo
Cê (eeeeeeeeeeeeeeeee)
me ama?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nas paredes - conto ou reflexão


  Nas paredes, nenhum recanto de liberdade. Suspiro basta para que alguns momentos sejam levementos fartos, eu não me lembro de tudo o que ocorreu e nem ao menos sei se vou lembrar do que está ocorrendo. Própriamente dito estou navegando num mundo submerso em sí mesmo (não posso dizer nada, só posso relatar, relatar para me justificar... etc e tal...). 
 É muito difícil tudo isso: silêncio. Um grito corta todo o ar de onde estamos observando agora. Olhamos de cima ou de baixo, tanto faz; as argumentações mais usadas são sobre o amor (é difícil entender o amor). 
 Vamos sermos devorados por lobos ferozes, nessa alta madrugada fria e gélida, onde nenhum cigarro pode nos aquecer e nenhuma estrela pode nos iluminar o caminho. E no entanto seguimos. 
 A base de tudo isso é a força, a vontade erguida de alcançar o inalcançável (base do sofrimento que roe por dentro os navegantes da vida). Vamos olhar para o céu outra vez, e outra vez e mais uma vez... Já não verei teu rosto e já esquecerás o meu. Mas fui teu!
 Nada... um sussuro parece incomodar, você não segue conselhos de ninguém, morra em sua própria vontade de consumir-se em solidão (lembremos que ela é apenas uma amiga que deve ser aceita, a sua companhia deve ser utilizada, por nós, tristes homens das palavras).
 Já não é por não querer seguir que sigo por entre as rochas do penhasco ou os ossos de meu pescoço. Ali, os números podem afastar nossas opiniões (fui Platão e foste Aristóteles), e no entanto cá nós, presos em sí, acorretandos pelo destino da descrição, mas não babamos solidão. 
Estamos acompanhados, iluminação de lava. Trovamos por entre os cantos mais remotos da poesia, que está viva, que se ergue como um punhal. Nós os vagabundos, os malditos, nós os perdedores, nós que somos os incultos e putos hediondos... é culpa nossa, homens do culto e do saber de o mundo está assim, abalado em sua enfâse de fim. 
Mas há a alegria para rair um sorriso, o menor que seja já é uma iluminação radiante. 
  Lá vem o sol, e eu digo: está tudo bem. E quanta liberdade abafada por eles, por eles que não vamos nomear porque já está tarde. Vamos descansar nossas espadas, porque as batalhas que virem serão mais doloridas e sofridas... mas é após elas que vamos aprender a valorizar a alegria e a felicidade de nos amar.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como surgirá o poema (dilema) -



Como eu queria ir agora
nesse jardim de poesia
tão viva,
mas
que horas será que o pelicano da inspiração
pousará suas asas em minha cabeça,
bicando meus ombros
e se equilibrando por sobre meus cabelos?
Esse jardim é tão belo
e tão estorvo
que chega a ser abstrato (e como o abstrato é chato).
Não navego, apenas movo.
Movendo sinto por todos os lados
(não será assim o exato do obstáculo?).
Sentiremos o vento,
senti-lo é o desejo
(desejar não é se confessar).
É preciso olhar as calhas, as sándalias,
e descrevê-las com exatidão
de um
cirurgião.
Afinal, isso pode
separar a mortalha da palavra
que viva escapa, muito
usada.
Moveremos assim tudo o que vem de fora ou
dentro,
como algo sedento
por momentos.
O mar se afirma com o seu azul netuniano
não se envolve nele prantos.
É preciso ter no olhar o vibrar
para que não se possa deixar escapar
o momento do observar.
E se isso trouxer rimas, cerquemos
ela
com arame farpado
para que só atravesse
o mínimo do que se deve ser realmente
usado.
Talvez o sangue prosador
infinque em palavras alguma dor
não rimemos amor com dor ou sabor com matador.
Levaremos assim
tudo o que deve
ficar preso no utilizado
(mesmo que esteja no seu estado esgotado).
Que esse pudor
não seja desclassificado,
poema surge com matéria
viva, dentro de seu próprio
estado.
Esse estado não requer
nenhuma força anormal:
é observando que se prende
o vivo do material e do imaterial.
Não se escapa da chuva,
como não se escapa do amor:
é preciso força vitálicia
pra roer o que é vivo
do sabor.
O sabor tem que ser quente,
pesado, saboreado.
A rima é o açucar
do que pode ser salgado.
Salgando o poema se pode
ter uma visão com esplêndor:
mesmo sentindo a rima
não gerará tristeza ou dor.
Assim se prende o material
o objeto é selado no poema
sem nenhuma matemática física
sem nenhuma fórmula, sem nenhum esquema.
Só se usa o que se pode
descrever em memoriação:
A cor do asfalto preto,
O bolor verde do pão,
O latido chato do cachorro
e as sete patas do dragão.
Usando isso se olhará
na fumaça crepuscúlar do canto:
eis como surgirá o poema
em sua prosa
ou
em seu encanto!