esse amor triste e degradado
que vocês veem nas esquinas
de são paulo, lama urbana dos
dias, esgotos infinitos, bares
despravados, trêmula é a vida
dessa lasciva indigna sem dignidade
de beijos ou estrelas
meu ambiente é esse,
não posso sofrer sem a dor
de ser homem: lúxuria vazia
exibicionismo de tetas gigantes,
ó vigorosa barba de borboleta, meu
amor é um sonho pelo céu aberto,
os rios doces, as pradarias de cores
exatas e enegrecidas
dos meus desejos formosos.
a falta de coragem no viver
esse desejo cheio de pureza:
porque essa amargura nos teus
olhos, ó menino que não ama
nada nesses pensamentos de lodo
e fétido segredo de travesseiro,
maricas das cidades e do mundo
inteiro, escuta só esse vento suave
que vem do leste
do oeste do
norte do sul em murros
vulcânicos e intensos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário