domingo, 15 de março de 2026

Canção urbana

esse amor triste e degradado

 que vocês veem nas esquinas 

de são paulo, lama urbana dos 

dias, esgotos infinitos, bares 


despravados, trêmula é a vida

 dessa lasciva indigna sem dignidade

 de beijos ou estrelas

meu ambiente é esse,


 não posso sofrer sem a dor

 de ser homem: lúxuria vazia

 exibicionismo de tetas gigantes, 

ó vigorosa barba de borboleta, meu


 amor é um sonho pelo céu aberto, 

os rios doces, as pradarias de cores

 exatas e enegrecidas 

dos meus desejos formosos.



a falta de coragem no viver 

esse desejo cheio de pureza:

 porque essa amargura nos teus 

olhos, ó menino que não ama 


nada nesses pensamentos de lodo

 e fétido segredo de travesseiro, 

maricas das cidades e do mundo

 inteiro, escuta só esse vento suave


 que vem do leste 

do oeste do

 norte do sul em murros 

vulcânicos e intensos. 

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