terça-feira, 17 de março de 2026

O Altar de Afrodite

Na colina, a brisa me traz tua voz.

Meu coração de bosque treme,

Como as folhas finas do choupo

Quando o vento as toca.


Vem, dourada Cibele, ou Afrodite,

Pois sob a túnica de linho,

Brilha o altar que te pertence:

Sagrada buceta de ouro.


Lá, onde o sol se põe e renasce,

Eu te espero, doce e terrível,

Para que a noite não tenha fim

E o desejo nos consuma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário