quarta-feira, 18 de março de 2026

O Vento dos Ciganos

O Vento dos Ciganos

Sob a lua de estanho e o frio,

o cavalo galopa no escuro,

ferindo com cascos de prata

o silêncio de um muro.


A faca de luz no horizonte

desenha o destino na flor,

enquanto sussurra o monte:

vento que leva a alma até o ar do amor.


Verde que te quero verde,

grita a cigana no rio,

lavando a saudade amarga

nas águas de um calafrio.


Que a morte não venha agora,

vestida de sombra e de dor,

pois foge na luz da aurora

o sopro que busca o calor.

Gabriel de Ataide é poeta e escritor brasileiro.



Nenhum comentário:

Postar um comentário