O Vento dos Ciganos
Sob a lua de estanho e o frio,
o cavalo galopa no escuro,
ferindo com cascos de prata
o silêncio de um muro.
A faca de luz no horizonte
desenha o destino na flor,
enquanto sussurra o monte:
vento que leva a alma até o ar do amor.
Verde que te quero verde,
grita a cigana no rio,
lavando a saudade amarga
nas águas de um calafrio.
Que a morte não venha agora,
vestida de sombra e de dor,
pois foge na luz da aurora
o sopro que busca o calor.
Gabriel de Ataide é poeta e escritor brasileiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário