terça-feira, 17 de março de 2026

Lua e Rio

 Lua e Rio

O galo cantou morto

nas torres de silêncio.

A noite que se quebra

não tem amanhecer.


Busco-me nos olivais.

Perdido fui, perdido,

onde o vento descansa

sua pena de clavel.


Ela, ela nua no rio...

Um peixe de lua fria

em suas coxas de água

se pôs a tremer.


Mas sob a ponte escura,

faca de amores sangra

um buquê amargo e doce

de amores de flores.



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