Lua e Rio
O galo cantou morto
nas torres de silêncio.
A noite que se quebra
não tem amanhecer.
Busco-me nos olivais.
Perdido fui, perdido,
onde o vento descansa
sua pena de clavel.
Ela, ela nua no rio...
Um peixe de lua fria
em suas coxas de água
se pôs a tremer.
Mas sob a ponte escura,
faca de amores sangra
um buquê amargo e doce
de amores de flores.
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