quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A arte do verso ou o oficio

 A arte do verso ou o oficio


Para mim não
basta. E é a criação.
Ouves? É a emoção.

Quem bate nessa
porta fechada, coração?
Para mim não
basta. É a criação.
Ouves? É a emoção.

E por que não
entra na luz verde?
Talvez seja timidez,
essa bobagem juvenil.

Ouves? É a emoção.

Quando

 Quando


Foi o dia
ou foi a noite.
Já não sei
mesmo.

E ficou o coração
despedaçado na
janela.

Era dia ou era noite?
E ditava o relógio sua
bela canção sem tempo:
tic
toc
tic
toc.

Manhã manhaneira

 Manhã manhaneira


O galo cantou
ri
có.
O café com leite na mesa
o pão fresco e quente na mesa
o amor da família na mesa.
Ai, que manhã
manhaneira.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Assim é

 

Do vinho, do céu, do sol, do porto,
as aranhas, a noite, o véu, a sala.
O imenso prédio, o abismo, a asa.
O lírico, o pedregoso, o morto.

Da porta, da chave, da voz, da calma,
as meninas, os meninos, os dias.
O bode, a vela acesa, o lustre, a alma.
O vento, a chuva, a gota, as patas.

De dor, de amor, de chateação,
de tudo ou nada, daquilo, do esquecimento.
De volta, de onde, da foice, da iluminação.
De esquina, de flor, de fauno, de pranto.

Assim é. Assim é. Assim é. Assim é.

Só DEUS

 Só DEUS


Só posso falar de DEUS
em meus poemas.
Só posso cantar a Deus
com os meus versos.

Deus é o meu assunto,
Deus é aquele que preenche
o lirismo em que vivo.
O único assunto meu é Deus.

Dedicação

 Dedicação

Dediquei muitos poemas para outras pessoas. Hoje, estou aqui, vendo que me enganei. Não era eu quem dedicava os poemas, porque eu não vivia. Só se pode dedicar um poema verdadeiramente, quando se vive. Intensamente. Eu dedico esse poema A mim. Porque cheguei aqui.

Se repito

 Se repito

Se repito um poema, perdoa. Assim é a vida, ela muda, muda. Muda, se transforma. A vida é uma borboleta (Assim como DEUS) tão misteriosa. Mistério. Se souberem que meu poema se repete. Perdoa. Assim é avida. Ela muda, muda.