quinta-feira, 9 de maio de 2019

Pluenyn, o Dragão de Escama Dourada


Pluenyn, o Dragão de Escama  Dourada



Um poderoso e temível dragão,
Ganancioso, forte e perverso.
O maior dos dragões do seu tempo,
De Escama Dourada, avermelhada,
Os olhos amarelos cheios de violência.
Seu fogo, é vermelho, sua fumaça
É cinzenta, suas asas são furações,
Sua cauda um chicote terrível. 

Adeus amigos! Se Pluenyn, o Dourado
Os olha de norte a sul, de leste a oeste,
As velas da morte estão ajustadas, 
O vento está a leste, o fogo queimará.

Sombras muito antes da lua surgem
Sob o céu sempre inclinado, 
Onde dorme a vida atrás do sol.
Que a manhã não levantará,
Antes que tudo seja feito; 
Que venha das terras do oeste 

(Onde a noite é tranquila e o sono repousa)
O grande guerreiro para o enfrentar.


quarta-feira, 8 de maio de 2019

Canção do gato que fugiu para a lua



Badoo o cãozinho cinzento,
Um dia subiu até o espaço.
Mordeu o planeta netuno,
E ficou com a boca inchada.

Esse cãozinho amigo,
Tinha um gato de irmão.
De tanto incomodar o gato,
Badoo levou um arranhão.

Esse gato chamava Tadeu.
E ele tinha um violino.
Ele tocava de doer
Bem fundo os ouvidos.

De tanto Badoo ouvir
O som desafinado do gato,
Ele mordeu sua cabeça,
Depois puxou-lhe o rabo.

O gato desesperado
Miou até sair voando.
Fugiu para a lua
E ficou ali tocando música para

Os marcianos.

O navio vai



Pela maré vai o navio
Distantes mares alça
Suas velas de ondas
Seus braços de sombras.
E distante fica sua luz
Enquanto a chuva cobre
A distante praia.

Glazulom, Barba Azul



Ele atravessou mundos de sombras e de luzes Radiantes, e enfrentou os dragões cinzentos 
De outrora com a força dos seus braços,
Descansou pelo Norte bravo,
Guerreou no Sul até o Mar profundo,
Dia e noite cavalgou nas asas do vento,
Atravessando as tempestades dos gigantes
Enfrentando os filhos das aranhas venenosas.
Foi até o Abismo do Céu retirar o frasco
Do bondoso Homem da Lua, 
E ali houve o eclipse da Aurora,
E o luar se tingiu de um negror belo,
Pois o brilho das estrelas estava no frasco,
E o frasco de luz divina iluminava a lua inteira.
Ele enfrentou no Mar as águas agitadas,
Encontrou a Serpente Marinha que questionou
Seus segredos e seu amor por Lindaelfa.
Então ele chorou lágrimas de sonhos 
E repousou nos braços da Beleza, onde
Achou o seu destino, antes de seu fim
Quando seu corpo se elevou para o infinito
E seus pensamentos pereceram na lembrança.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Canções



Que o amor brilhe
No navio do coração ferido.

A VIAGEM DO PEQUENO BADOO PELO REINO PERIGOSO

A VIAGEM DO PEQUENO 
BADOO 
PELO 
REINO PERIGOSO 
(conforme relatado 
no
 livro das fadas)

  
   Badoo sempre foi um cachorrinho muito travesso. E isso não era por acaso, não. 

  Quem cuidava de Badoo, que não tinha dono nenhum porque era um cãozinho falante, era um mago chamado Moribundus.

  Esse mago era descendente do mago Merlin, dos tempos do rei Arthur. 

  Os dois viviam em uma linda cabana de madeira, na Floresta Verde. Nesses tempos, os animais sabiam falar a linguagem dos homens, e até às árvores podiam andar. 

  O mundo também era mais perigoso, porque existiam goblins, orcs e gigantes maus andando pela terra, e o oceano era cheio de serpentes marinhas e outras criaturas que hoje não existem mais.

  Badoo era muito inteligente e travesso. Ele gostava de ir pela floresta só para conversar com os elfos e com as fadas que viviam nas árvores. 

 Badoo gostava muito de um elfo chamado Tom das Folhas. Esse elfo era muito alegre e vivia pulando pelas nuvens, recitando poesias e dançando com as ninfas. 

 Juntos, Badoo e Tom das Folhas, resolveram se aventurar pelo Reino Perigoso. Badoo pegou a capa de chuva de Moribundus emprestada, enquanto Tom das Folhas levou apenas seu cajado e seu cachimbo mágico. 

  Para chegarem no Reino Perigoso, eles tiveram que passar pelos Mares das Tormentas.

 Tom das Folhas pegou um barco élfico branco, e juntos foram pelo mar. 
 Badoo foi inteligente em pedir uma capa de chuva emprestada, porque no mar começou a chover muito. E ele não sentia frio. 

 Mais Tom das Folhas teve que tirar várias conchas que entravam na suas botas.
 Tudo ia bem, só que aquela chuva era uma chuva maligna, e logo uma imensa Serpente-dragão saltou pra cima do mar, tentando afundar o barco onde estavam o elfo e o cãozinho. 

  Badoo foi rápido e pegou do cachimbo mágico de Tom das Folhas uma espada brilhante feita de fogo e escama de peixe. Ele desferiu um golpe certeiro no coração da serpente, que caiu morta cheia de sangue verde e afundou no mar para sempre.

  Depois que a Serpente-dragão morreu, a tempestade passou. Tom das Folhas ficou feliz e abraçou Badoo. 
"Esse cãozinho Badoo é mesmo muito inteligente". Ele falou para Badoo, cantando um poema feito em homenagem a ele.

  Eles chegaram nas praias do Reino Perigoso, e foram recebidos pelas driades que moravam ali. Elas falaram para eles que havia um grande dragão roubando os tesouros dos anões no norte, e Badoo resolveu enfrentar ele.

 Quando chegaram no covil do dragão, Badoo atacou ele com mordidas. O dragão não aguentou ser mordido, e pediu rendição. Ele devolveu o tesouro dos anões e prometeu nunca mais fazer esse tipo de coisa por ali. Foi embora para sempre e nunca mais foi visto.

Os anões pediram vivas para Badoo.
 "Viva para Badoo. O cãozinho que enfrentou o dragão com mordidas. Viva".

  Depois Badoo ficou com saudade da sua casa, e além disso, ele tinha que devolver a capa de chuva para Moribundus.
- Se não ele pode me transformar em um cachorro de porcelana. Afinal, ele e um mago, e eu sou só um cachorrinho, não é?

  Badoo e Tom das Folhas voltaram para a Floresta Verde. Badoo devolveu a capa de chuva para o mago, e Tom das Folhas passou o resto da vida compondo poesia e namorando as ninfas. 


Ryfelwr, o Amarrador de Dragões

Ryfelwr, o Amarrador de Dragões 

Quando a lua brotava do mar
E as árvores do campo eram laranjadas
Desceu pela corda do infinito 
Um dragão de pele dourada.

Que atacou o Pequeno-reino
De uma maneira cruel,
Destruindo celeiros, igrejas e praças.
O nome desse Dragão era 

Ystafel-faytadives, que na 
Língua do Povo significa 
"Comedordeprata, o Mercenário do Ouro".
Era O mais perigoso dos dragões de outrora.

Em cada povoado que Ystafel-faytadives passava
O povo chorava, gritava, implorava
Fugiam para outro lugar pedindo
Salvação para o Rei,

Que decia nos porões do castelo
E com as mãos em forma de pedido
Clamava ajuda para os
Antigos elfos.

Ryfelwr, o mais nobre dos elfos
Decidiu ajudar o Pequeno-reino.
Com espada, escudo, arco e flecha
Desceu pelo Abismo Distante.

Ryfelwr foi antigamente
Amigo de um Mago muito poderoso.
Chamado Barbalonga, porque tinha
Barba grande e branca.

Barbalonga deu de presente
Para Ryfelwr uma Corda transparente capaz de prender
Qualquer criatura imunda,

Quer fosse goblin, dragão,
Troll, esfinge ou infurians.
Ryfelwr foi buscar essa corda
Mágica e desafiou Ystafel-faytadives para um combate.

Ystafel-faytadives zombou do
Pequeno elfo com sua risada
De trovão e terremoto:
- Você vai enfrentar um furacão.
Minhas asas destroem qualquer povoado. E para mim você é
Apenas uma mosca que terei esmagado.

O Elfo Refelwr atacou o dragão
Bem no fucinho. Amarrou suas
Asas com a Corda Transparente
E arremessou Ystafel-faytadives
Para o fundo do Mar profundo.

Depois desse dia enfrentou
Mais cinquenta dragões ferozes.
O Rei Brenin o nomeou
Refelwr, o Amarrador de Dragões.