quarta-feira, 22 de março de 2017

Palavras cotidianas



São muitos os muros
da vida
as pedradas
cotidianas insanas
as risadas 
as lágrimas

só os teus
olhos podem
me acalmar
nesse cotidiano

porque nem o mar
nem as ondas
arrebatam
o meu coração
cigano

por isso sofro
tanto nesse
capitalismo
desumano

e não acompanho
essa sociedade
feita de mentiras
ócios e desgosto

porque quanto
mais sonho
mais me roubam
e quanto mais desejo
mais me socam

a face e oferecendo
a outra desgasto minhas
palavras

que vão ficando amareladas
esquecidas e pranteadas.

Não deixem que me usem
no futuro, vós, os que sabem
o que digo, para que o meu nome
não seja usado como lixo.

Pranteai comigo
enquanto não sou pó nem poeira
na calçada.

Escrever



Escrever é uma luta.
É uma luta divertida.
Porque quando a gente escreve
escreve coisas bem bonitas.

O pavão


O pavão tão bonitinho
tem cores bem diversas.
Quando espicha suas penas
é porque não tá com pressa.

Jacó o pastorzinho



Jacó, o pastorzinho
pastoreia pelas campinas.
Depois de um dia inteiro
vai ficar com sua família.
Jacó, o pastorzinho
pastoreia pelas campinas.

Queria ser um peixinho


Queria ser um peixinho
e viver nadando no mar.
E eu não tinha que trabalhar.
Só do tubarão escapar.
Queria ser um peixinho
vivendo tranquilo no mar.

Falta de inspiração


Falta de inspiração
me dá bastante no nervo.
Primeiro suspiro, depois respiro.
Atrapalha o meu poema inteiro.

Gosto muito de você



Gosto muito de você!
E pra você não me esquecer
até mil vezes eu vou dizer
que eu gosto muito de você!