quarta-feira, 28 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
Cores
O amor foi por ali,
e, obrigado por
decifrá-lo, rosa de
brilho castanho.
Por onde foi?O amor, essa fontede água que cantacanções de ventoe baladas alvas.
Na direção do vinagre,
no moinho da tarde,
com o leito das sombras.
Mas é um sonho,
aquela casa de água.
E o amor beija a
esperança rubra.
Balada da manhã em Itanhaém
Ruge a manhã, e tem sete
gritos contidos de romã.
Ruge a manhã, enquanto
o vento combate com
flores mortas e o jardim
tinge o outono de folhas
amarelas e frias de espelhos.
Ruge a manhã, e outrora
foram oito mariposas
pousadas nos olhos.
E descansaram como estrelas,
enquanto o sol, amarelo ovo,
cozinhava o verde com o azul.
Ruge a manhã, e tudo é calmo,
claro e sereno como as
vozes das meigas sereias negras
que de longe, do mar,
me acenam.
2018
Orgulho de escrever
É a voz amarga do sol,
do outro lado do espelho.
Uma luz embaçada de
sonhos e cristais verdes.
Silêncio.
Silêncio, porque componho
o calor e o frio
na folha aberta de
palavras e tintas.
E faço o dia
não ser dia, e a noite,
chorando de amargura sem o sol,
iluminar lírios sem ventos.
Silêncio, porque a voz
amarga do sol nos queima.
E por isso estamos revivendo!
Assinar:
Postagens (Atom)



