quarta-feira, 9 de agosto de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
Diáspora
para
Walt Whitman
Enquanto o judeu
acende o candelabro
com fogo de canção,
pequenas estrelas
piscam
no espaço negro
e frio
sem água de rio.
Na lágrima do judeu
escorreu
sementes e um rio;
e o rio
era um livro,
e o livro
era um segredo.
Com muitas tristezas
no coração frio
de águas da nascente,
o judeu mirou
as mãos de D' eus
sorrindo
uma tempestade,
Depois, negociou
com os elfos
os ouros e as pedras
preciosas do rio
sem nascente.
Mesmo assim,
depois dessas coisas tolas,
o judeu não sorriu,
nem abriu o mar
sem a chave secreta.
A judia chorava
pequenas moedas,
colheitas e cerejas.
Os cristãos cantavam
seus hinos evangélicos.
O pequeno judeu
era um anjo
enferrujado de tradições
talmúdicas.
E o dia e o sol
entravam em seus olhos
com pequenas borboletas,
sonolentos ruídos
de grandes impérios.
E o judeu chorava
emocionado de lembranças.
Canção dos sefaraditas em exílio
Ai, que saudade
do navio sem rumo.
Ai, que me levava
para um novo mundo.
Ai, banhado de sol,
banhado de mar.
Ai, que a lembrança
do porto chora.
Ai, que as nuvens brancas
canta como pássaros.
Ai, que canto e gemo,
minha alma de navalha.
Adeus sefarad, adeus
minha terra amarga.
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
O mar chora
Quando pensas em mim,
o mar chora lágriminhas
de jasmins...
Quando pensas em mim...
Ai, o outono chora
pequenas gotas de
felicidade em forma
de agulhas...
Quando pensas em mim.
[É frio o ar da noite,
o ar do dia...
E o mar chora, chora
lágriminhas...
segunda-feira, 31 de julho de 2017
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