quinta-feira, 26 de maio de 2016

Voa até o meu coração mariposa azulada



Voa até o meu coração
mariposa azulada
de jasmins e rosas
rubras incendiada
de sangue e de
estrelas.

Porque me vou 
mariposa azulada.
Me vou pela estrada.
Me vou 
mariposa azulada.

Voa com tuas asas
até o meu coração
enferrujado de
oceanos e de mares.

Porque não sou,
mariposa azulada,
porque não sigo.
Porque não existo

mariposa azulada
sem tuas asas
de jasmins e de rosas
rubras 

                                             vermelhas e ensanguentada. 

a maça


o engenheiro triste


cigarrinha japonesa

A ti, te amo,
e te amo a
boca oriental,
os olhos puxadinhos
que tens.
Amo o teu sorriso,
amo tua pele lisa,
amo a beleza da
tua nudez que tens.

A ti, te amo,
amada minha,
e te coroo com
rosas, ameixas e
tulipas.

A ti, te amo,
companheira minha,
dentro da sombra
do mar, na luz da 
aurora, no corpo
de metal enferrujado
das montanhas
chinesas.

A ti, te amo
e te amo, minha cigarrinha
japonesa!


                                 Adamantina, 26 de maio de 2016 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

猫 彼女


ela...
mais
bonita
que a
letra
orien
tal
chine
s a
...

Relembrando Neruda

Relembrando Neruda

E nas madrugadas frias
eu te lia, aprendendo
no vento, no ar, na chuva
tua voz de morno rio lento.

Porquê? Porque o
amor, Neruda, meu camarada,
jorra de poema em poema.
Pergunta-o aí, nesse oceano

de mortos; pergunta a Lorca,
a Rimbaud, a Góngora, a Cabral
o que a poesia
significa para a morte.

Não, Neruda, meu irmão
chileno: perdoa-me
porque sou falho;
perdoa-me porque
sou marinho
não terrestre.

Aqui mesmo nesse
falso litoral de cor verde
vejo a companhia
das tuas palavras
de metal.

Prometo lê-las na luz da tempestade... Prometo.

forma