terça-feira, 24 de maio de 2016

Pequena ode sobre o futuro da poesia


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Desde tempo imemoriáveis a poesia pede palavras;
eu 
amorosamente
as dou.
Eu coloco uma roupa na frieza amarga
da poesia.
Movo a cauda dela
sem vida por onde
quer que vou.
Na rua o jornal
da existência me
acena. As palavras
vão como rios...
Não sei o que farão no futuro
com as
minhas...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

última mensagem


rio


passado


Mariposinha


...
Mariposinha, mariposinha...
coração de forminha...
Ai, pousa na janela
aquela mariposinha.

Tão bela na janela
a pequena mariposinha.
Qual o nome dela?
Não deve ser nada
sem asas no coração.
Mariposinha, mariposinha...
pousa no meu coração.
Ai, pousa na janela
mariposinha da minha
vida, que te amo de todo
o coração.

Queres me conhecer?


...
Queres me conhecer?
Com que sombra?
Deixai o céu azulado
porque eu sou azul
até a alma.
Porque queres
me conhecer?
Me queres não
me queres,
sou feito
como uma
pétala de flor
no campo.
Queres me conhecer?
Não, não queres...
Vivo a repetir o
mesmo verso
porque sou um
pelicano com
l.e.r nas asar.
Queres me conhecer?
Em que onda em que mar?
Em que olhar azulado?
Em que asa de mariposa
cinzenta? E que estrela
abandonada no infinito?
Vem... Conhece-me conhecendo-te a ti mesmo!

As flores artificias

As flores artificias 

Entrai em meu coração
para que vejam as pétalas
em forma de oceano.
Entrai...
Porque eu
não ouço
os sinos
nem a melancolia.
Entrai...
Entrai em meu coração
para que vejam as pétalas.
Vermelhas são,
escuras.
Perolas de mares
rasos.
Não são sonhos
são nuvens.
Entrai em meu coração.
Entrai...
Ele é metálico, é
elétrico como um raio.
Conduz a eletricidade
da paixão.
Entrai em meu coração.
Entrai...
Entrai em meu coração
para que vejam as pétalas
em forma de oceano.