domingo, 29 de julho de 2012

Um dia ai


Um dia ai, talvez, ninguém sabe
eu pense em você você pense em mim.
Assim: num dia assim, lindo lindo.
Tudo é lindo quando se vai indo.
Mais pra onde você está indo? Eu ainda estou
vindo... digo: ligo e digo: você pode pensar
a vida um dia acaba sim. Tudo bem então.
Machuque o quando quiser: eu te fiz homem e você me fez mulher.
Tudo isso está errado: você é minha menina,
você ainda é linda e não percebeu
nada esqueceu: adeus, adeus. Eu digo e você nem vem
Amém.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Antes


Ant
es

saiab-á

q(u)e
T

E

m


que
irREirLEaMBacoRasiAR
os
AmO do ládo de lado
Do lado de lá do lado
Que é lá do lado de lá
do CoraZón.

domingo, 22 de julho de 2012

BALADA

Daqui não vejo flores,
não vejo amores, não vejo dores
só sinto o ar entrar
e sair... 

É bom existir aqui 
nesse lado sul da América,
mais deixamos de geografia,
cuidaremos da vida

(que não é lá essas coisas!).

O céu azul está aberto,
aberto como um grande furacão,
não vou falar de outra entranha: é melhor
o rim que o coração.

Mas são coisas difícis de se entender
misturadas ao sonho, a realidade...
quando se olha para cima
o sol já dorme e já está tarde.

Lá longe curvas sinuosas, as canções
altas tem uma tarefa: me façam
esquecer desse amor. Daqui não vejo flores
mais aqui já morreram muitos amores.

(muitos dirão que isso
é uma preocupação pequena,
afinal existem outras preocupações
do que minhas ações).

De um lado o pescoço escuta
o barulho da televisão,
que como sempre nada revela
a não ser sonhos, ilusões...

Oh vida! Gritei lá fora
e as nuvens não choram,
confesse já.

Morreu o amor,
quanta preocupação
entranha é o ruim
que tem solução: A cerveja... a cerveja... mais eu

prefiro o café com o leite!

Rimamos a dor,
rimamos o amor
mais o rim não se rima
contigo querida.

Olhei para as estrelas
já vi teus olhos nela
se apagaram e me
revelaram: é vazio o espaço do peito.

Por favor... essas palavras nada querem dizer
nada disso tem importância
quando não se é mais criança.

Por favor... Não tenho outro nome
mais tenho dois sobrenomes
e duas faces: a euforia da alegria, a depressão do coração.

Tomba, tomba, tomba
A canção!
Surja, surja, surja
A razão!
Morra, morra, morra
A emoção!

Badala a música longe,
que horas são?
Três e alguma coisa... O violão está quieto,
tudo bem e nada mau: aqui não tem nenhuma moral.

Dá-me ar que eu respiro,
Guardai o teu ar para tu
eu respiro o meu.

O sol sua, a navalha vara
alguém se mata,
tão sozinho
quanto apaixonado.

Há de brilhar a lua na noite,
em alguma cidade de interior
para nosso temível horror
a bebida nos dará o verdadeiro amor.

Mas ousemos dizer: Vádia, vaca; Vagabundo, Cadelo...
Assim moveremos o rastelo do certo... que certo?
Ah... povo burro... ignorante... Me poupe da ignorância....

Mas vou sonhar... sonhar como nunca sonhei
pra morrer... porque não voltarei....
Mais quem sabe um dia brindarei,
(e mesmo assim te amarei?).


um brinde para ignorância brasileira

sábado, 21 de julho de 2012

Alise-me o peito


Alise-me o pe
caricia de amo
ternura de pai
toda a vida te 
quantas mágo
ás águas do r
O riso da no
O palácio de
Alise-me o peito.

EU Gosto dos teus olhos

EU Gosto dos teus olhos
Tão vivos, tão brilhantes
COMO DIAMANTES.
Não são diamantes, "sei"
mas os comparei.
Eu gosto do seu corpo
suas formas, suas medidas
descabidas, vivas, lineadas,
compactuadas, formalizadas,
matematicamente ajustadas
detalhadas, aperfeiçoadas, tão
visualizadas.
Eu gosto do seu corpo andando
Vestindo a suas cores: o branco Pomba; o Negro Noite.
Eu gosto do seu corpo nu(vem
com algodões em teu umbigo, com navalhas em tuas nádegas,
com cordas em tuas coxas, com navios em tuas ancas, com estrelas
no bico do teu seio, com maças na fronte de tua boca, com teu nariz
esculpido e desnudo: Vivo de amor, eu te amo meu amor.
Eu gosto de tudo o que você faz, Como faz, Como mostra e Faz.
E nada mais....

poe(si)-a


 Tá
dia
stranho
tu
e

vem
q io


[Amu


você.


E
se

re
mos]


a
dois
como verão unidos
EU CALOR, TU ZUNIDO.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

É que tudo se move sem sabermos


É que tudo se move sem sabermos
e mesmo a poesia se move
por entre o peito (peito esse 
com o coração dentro).
E assim indo me pergunto, discuto
comigo mesmo: vamos Camaradas, a luta
não a luta armada
mais a luta
pela mulher amada.
Deixemos de compaixão
com aqueles que não nos ama.
Vamos: grite, e chame.
É que tudo se move sem sabermos
ritmo lento ou apressado,
demorado, ou rápido: vamos Amar
até nossos ossos se destroçarem de tanta paixão.
Vamos: dê-me tua mão, dê-me tua boca
Rache meu crânio
movo a poesia,
movo a paixão
mova-se coração.
É que tudo se move sem sabermos.
Vamos, o carvalho sacode ao vento;
O vento se move, eu me movo, eu te ouço
Escuta as asas do meu rítmo (esse ritmo 
tão pequeno, tão frágil, tão triste, tão... tão
Assim: O-Lá-lá- O-lá-lin.
Me ame, assim: como sentir um beijo
Como a erupção de um vulcão
como a quentura do sertão
ou como o frio que entrarão
Só ame... me ame.... te amo.