domingo, 29 de abril de 2012

Que parte minha chora

Que parte minha chora, minha querida amada
Enquanto a sua sorri e se lambuza no mel de outro.
Quisera tu e eu ser uma chama só.
Uma chama que nenhum astro se comparará.

Mais quem poderá dizer que o amor é uma falta
isso que é a parte mais adentrada da chama
chama que ilumina as noites sem lua
e orienta os já desorientados.

Você que é minha parte sem igual
você e nada e ninguém. Apenas tem você
em meu caminho. Você que é a chama do canto

e eu sou o seu canto. Sou seu passarinho. E querendo
ou não, se o inverno chega ou desiste apenas tu existe. E mergulho no seu coração: chama de minha paixão.

sábado, 28 de abril de 2012

O Que soa longe?


O Que soa longe além da chuva?
Que soa perto além do beijo?
Quem escuta o tigre rugir?
Irá escutar e sorrir e rir?


Quem ia e voltou sem sequer
ver o por da lua? Quem viu
e não viu mais mentiu que viu
sem ver?
Quem iria isso dizer?


Que soa soando entre trigos
entre mares e arpões
além do grito das baleias assassinadas?
Quem escuta o coração bater ao passar
da doce amada?
Quem?
Quem?
meuQ?
Irá me provar o contrário
de que a canção soando vai se levando
como o mel do beijo e o mel do amor
que mel é esse? Que mel puro é esse?
As abelhas conhecem esse mel?


Que soa além do grito e do beijo?
Que soa além do sorriso e do desejo?
Que soa longe além da canção de amor ( e da chuva 


que molha a uva
e degusta a fruta
no lábio do amor. Você é meu amor. E soa ao longe: é meu canto amante!


Vivendo eu vou indo cantando para o meu amor

Vivendo eu vou indo cantando para o meu amor
no silêncio escuto o brisar passar: vou olhar mais não vejo 
seu olhar perdido no campo. Eu te procuro na lei dos encontros
encontros de amor que é o mistério da vida 
que só um beijar sabe explicar.
Roubar dos seus lábios a doçura do teu mel... tão puro e doce mel 
como eu posso viver sem você
sem seu cabelo a encostar em minha pele
e subir ao espaço: puro e culto espaço. Aberto no coração em uma chama
chama essa perdida e encontrada. Vivendo vou indo cantando para o meu amor
e você é meu amor.... Assim eu vou levando e cantando
porque simplesmente vou te amando. E acreditando. Amando
E cantando. Você está escutando?



Suviam

Suviam a lua naquele dia quenteliogo un barunindo escutado olhoaram por
um senudo curto e as grigarras pousiam-se a corde de una músicozinha bonitinhazinha viam-pias da largavia que aploudia 
para que chegariaste mas não chegariando ela vou zumbuando e as grigarras seguiam cantando...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Finnegans Wake - para Augusto de Campos


Babanonalualobalimacaminocaminhamvuandooandocaminandosoando
liandovãoseamanrradodiandocomentáriandodonodianoemmanos
não se entender los tontos que colocaram no Oltro lado dos murulhindos
a rosa verdamelhadeira da terra. Com que passam ou assam não o bolinho de cebolhas que são ostras pequenitatantes e alimentantes do dia suavibrante. E vai dizendo no bangue-bang: vabanonalualobalimacaminocaminhamvuandooandocaminandosoando.

VAMPIRA.


Vai indo quando não é dito
SANGUE PURO VIVO MORTO VIVO VAMPIRO
amor que vai indo e indo e vindo e indo e dormindo
O VAMPIRO VAI SAINDO E INDO E PERDIDO
e eu estou perdido sozinho 
QUERO VIVÊNCIAr VOCÊ minha vampiorologia
e te beijar e morder: VAMPIRA linda. Eu te amo.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Questionamentos em um dia frio. CONTO

O sol brilhava em ponto ás sete da manha. Maria Rita levantou. Um pouco descabelada e cansada, pois tinha retornado do carnaval de sexta. O dia de sábado estava totalmente frio, e ela fitou um pouco a janela, buscando encontrar forças para levantar e se molhar na água fria e gelada que iria colocar no rosto. Levantou, olhou para o espelho: "Aqui estou eu... que noite... que noite... O que aconteceu com... deve ter ficado lá. Não me lembro de nada". Rita se encarou, cara a cara e viu que seus cabelos pretos estava despenteados. Pensou que estava meia hippie, e riu um pouco. Escovou os dentes e desceu para baixo para tomar o café da manha.
Nunca tinha estado tão bem antes. O dia fria trazia nela forças "espirituais", nas belas palavras dela, que nenhum dia quente poderia trazer. E o que ela gostava mesmo nesses dias era ficar na cama dormindo, sem se incomodar com nada e com ninguém. Era o momento dela, em que ela sonhava e podia pensar em quem quiser sem se preocupar nas consequências, que em suas palavras, era a própria essência da liberdade.
Tomava o café e olhava o jornal, quando de repente ele entrou em sua mente. Ela lembrou da cor dos olhos dele: marrom, totalmente vivos. E combinavam totalmente com a cor dos olhos dela, que eram negros. E como ele gostava de brincar: "Seus olhos são a profundeza mais perfeita que eu já ví". Ela tomou o café e não tirava ele do pensamento. Amor que é amor é o pensado e o sonhado. Mais ela sabia muito bem que ele não era uma invenção e nem sequer um momento. Ela continha os sentimentos, mais ali estava ele em sua mente, como se fosse ele a única preocupação dela. Como se ele fosse o único jeito dela conseguir pensar... como se o amor que ela tinha por ele estivesse vivo no espiríto do respirar desse dia frio. E ela ali, com uma roupa de lã roxa, sentada a mesa, o jornal com as notícias mais terríveis, como a de um assassinato no Rio Grande do Sul de dois garotos por dois contrabandistas uruguaios. Mais no entanto ele éra o que ocupava o pensamento dela. Somente ele: o único tormento do momento. O café com o leito descia na garganta dela, enquanto ela pensava no primeiro toque suave que ele fez com as mãos ao passa-las sobre os cabelos negros dela.
E ela sentia o toque dele, o mesmo toque puro e sensível que ele tinha dado no primeiro beijo deles sobre o brilho prata no escuro mar da noite. E ela tinha visto ele antes, um dia antes, e ele ali com ela com toda a sua alegria e seu jeito de viver. As pessoas que nos mudam se distânciam e nem ao menos percebemos. Mais ela e ele eram os únicos, eram os mesmo imortais de outrora. Porque não dizer que eram eles o Romeu e a Julieta? Ou se seria ele o amado que partira o crânio de vários peruanos numa guerra antiga na selva da América do Sul, apenas para ver os cabelos negros de sua "hermosa amada"? E ela ali pensando nele. E o dia frio consumindo seu pensamento assim como ela queria consumir ele. E mesmo assim, ela sabia que ele era o que estava em seu profundo peito. Era ele o seu descanso e o fim de seus problemas. E no entanto ele era apenas um pensamento. Um pensamento de um pós-dia de carnaval... um dia totalmente frio. Mais ela queria ele ali, e mesmo assim pensava nele. As consequências de amar alguém a distância é que a distância e a saudade são tão amigas quanto diferente a brisa e o vento. E ele ali em seu pensamento... a consumindo pouco a pouco. E ela pensava nele... e queria ele. Mais não tinha ele. Porque não tinha ele?


Informação adicional: Aos que questionarem com a questão imposta que eu mesmo me fez: espere... esse blog de "poemas e pensamentos" márginais, acaso não deveria apenas conter poemas e pensamentos dessa área? É conflitante saber que eu que criei tal blog, sou um escritor, um poeta e como tal um sonhador. Irei em alguns momentos públicar a meu público (eu acredito que eu tenho um), contos e algumas aventuras de prosa, que este tão pequeno escritor tenta fazer para o agrado. Espero que gostem. Gabriel de Ataide Lima.