sexta-feira, 24 de abril de 2015

nova melodia para cinthia

Eu não
era
a mim
mesmo
quando
te vi.

Por isso
cai
do sono
até seus braços.

No sonho
eras a rainha
dos castelos
abandonados.

Por isso
cai
do sono
até seus braços.

Eu não
era
a mim
mesmo
quando
te vi.

De repente
marinheiro
pelicano
saltei

e saltavas
como uma
nuvem movida
ao sopro do vento.

Por isso
cai
do sono
até seus braços.

Resultado de imagem para navios oceanos
(imagem:ILUSTRATIVA)

Eu abri as asas eu abri os sonhos

Eu abri as asas eu abri os sonhos eu abri todos os pensamentos incorretos 
e abri as puras formas da melodia melancólica do meu ser e do eu ser apaixonado

 Por isso vi pássaros azuis pelo céu nublado nublado de cinzas e de olhares frios de fábricas operárias e de sinos sonâmbulos e de ostras banguelas  eu ia só pelo caminho dos vários lados e eu vi o paraíso sendo explodido por uma bomba em forma de maça 

Ah meu Deus eu perdi o dom de escrever poesia com rimas 

Por isso minha melancolia se vomitou azul e verde como um louva-deus 

Mas abriram de repente as portas automáticas para mim: eu era o céu e o lilás e o lírio.  nós todos estávamos dentro de um sonho surreal e de um sonho tão real que eu me confundi com um hipopótamo obeso. 

E no final eramos todos o crocodilo dentro do buraco do tatu. nus como uma pena de pássaro marrom. 

Fênix-COMPLETA
Resultado de imagem para lilás
(foto: ILUSTRATIVA)

terça-feira, 14 de abril de 2015

Versos para a Ilha de YONAGUNI

与那国島への詩

Yonaguni, 
nome de tumba celeste ou marítima.
Em tua boca ocidental se escava
o lado mais oriental do ocidente...

Yonaguni,
carregas o próprio peso do teu nome.
Dentro das tuas formações rochosas
vemos o azul da água cristalina...

Yonaguni,
fazes versos para o seu próprio mistério.
Quando se olha  a estrela  em outro ponto do espaço 
já comparam a ti  a parte de trás do seu cavalo...

(photo: ILUSTRATIVA)




(versos do livro, "sílabas para o japão") 

ideogramas imaginários