Uma nuvem de fúnebre desgraça
Me assombra a noite inteira, nalma fria,
Numa lúgubre e trágica agonia
Que o próprio tempo, impassível, passa!
Lá fora, a ave fétida da raça,
Um urubu, sobre a desgraça minha,
Cantando em notas de melancolia
O tétrico augúrio que na treva passa.
Medito, e a mente no horóscopo fatídica
Busca nos astros a expressão verídica
Desta matéria vil que o mal consome...
Oh, escuridão de tédio e de pavor!
Nesse urubu sentimental e dor,
Sou eu mesmo... a carniça e o próprio nome!
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