Ó meu país de sangue ardente e ritmos profundos,
Onde os ancestrais dançam no pulsar das raízes,
Sempre inspirada, a tua alma ergue-se na bruma
Como um cântico antigo que a terra inteira escuta.
Sobre as savanas de ouro e os rios de prata,
O sopro do espírito tece a veste da nação.
Não há morte nas cinzas, nem fome na curva do tempo:
Há a força sagrada que brota do próprio chão.
Ouve o tambor que bate no ritmo das estações!
É a voz dos meus pais, é a seiva que nos unifica,
Dando forma e beleza ao destino que nos habita,
Ó pátria eterna, que em ti mesma te purificas.
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