Atrás do muro de vidro
onde o musgo rói a memória,
passa a sociedade romântica
— um desfile de sombras vãs.
A prostituta jogral
ri com dentes de giz,
equilibra no lábio o escárnio
de um tempo que não volta.
E entre o lixo e o vento,
o estalo seco de um ramo:
restamos apenas nós,
eu e você,
dois náufragos num mar de cinza.
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