quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A torre normanda

para w.b. yeats

Entre o capim-navalha e o céu de chumbo, 

Ergue-se o espectro de um poder antigo; 

Sem teto ou porta, em seu total desmumbo, 

Onde a coruja agora faz abrigo.

O granito, batido pelo aço do vento, 

Guarda o segredo de um rei esquecido;

 Há uma beleza no seu isolamento,

 No orgulho mudo de quem foi vencido.

A escada em espiral, de degrau quebrado, 

Ainda aponta para o brilho das estrelas; 

E o tempo, embora o tenha devorado,

Não pôde a nobreza das pedras perdê-las.

 Pois no vazio que o nada circunda, 

A beleza é mais alta e mais profunda.

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