para w.b. yeats
Entre o capim-navalha e o céu de chumbo,
Ergue-se o espectro de um poder antigo;
Sem teto ou porta, em seu total desmumbo,
Onde a coruja agora faz abrigo.
O granito, batido pelo aço do vento,
Guarda o segredo de um rei esquecido;
Há uma beleza no seu isolamento,
No orgulho mudo de quem foi vencido.
A escada em espiral, de degrau quebrado,
Ainda aponta para o brilho das estrelas;
E o tempo, embora o tenha devorado,
Não pôde a nobreza das pedras perdê-las.
Pois no vazio que o nada circunda,
A beleza é mais alta e mais profunda.
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