Pseudo intelectual
de miolo mole, eu sou.
Eu sei.
E digo rindo,
porque o riso
também pensa.
Sou é pobre,
mas rico de vontade,
vou viver dos nobres
— não os de sobrenome,
mas os de gesto.
Quero Quaderna,
quero Suassuna,
quero a fala torta
que acerta o coração.
Quero Tropicália popular:
mistura sem vergonha,
erudição descalça,
sanfona com antena.
Não peço licença ao mundo.
Canto.
E no canto
me explico melhor
do que em tese.
Se sou miolo mole,
é porque a vida
não se deixa endurecer.
E sigo —
com pouco no bolso,
muito no peito,
fazendo do querer
meu modo de viver.
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